Marília Arraes afirmou que concorrência na Frente Popular mostra consistência, enquanto ninguém disputa vaga na chapa da governadora
por Cynara Maíra
Publicado em 17/01/2026, às 10h48 - Atualizado às 11h38
A Crítica: Marília Arraes (Solidariedade) afirmou que o grupo de Raquel Lyra é "vazio" de nomes para o Senado, comparando com a disputa acirrada na Frente Popular.
O Contraponto: Apesar da fala, Eduardo da Fonte (PP) e Fernando Dueire (MDB) já sinalizaram interesse em compor a chapa da governadora.
O Cenário: A briga no grupo de João Campos é pela segunda vaga; a primeira segue reservada para Humberto Costa (PT) como condição de apoio de Lula.
O Recado: O pedido de "fim da vaidade" feito por Marília ocorre após indiretas de Silvio Costa Filho sobre lealdade e críticas recentes de Miguel Coelho ao PSB.
A presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes, comentou sobre a corrida ao Senado durante agenda no Sertão pernambucano. A ex-deputada defendeu que o acirramento por vagas na chapa do prefeito João Campos (PSB) seria melhor do que um suposto vazio no grupo da governadora Raquel Lyra (PSD).
"Quando tem muita gente, e gente de consistência, como está acontecendo no nosso campo, é bom. Ruim é quando não tem ninguém querendo disputar, como está acontecendo do lado de Raquel Lyra. Eu não conheço ninguém que esteja disputando vaga para o Senado do lado de lá", afirmou Marília.
Apesar da declaração de Marília, ao menos dois nomes se aproximam da governadora para compor sua chapa ao Senado: o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e Fernando Dueire (MDB). Ambos os políticos já fizeram acenos para Raquel Lyra, que está mais reservada sobre os planos para eleição de 2026.
A declaração ocorre em meio à disputa interna na Frente Popular pela segunda vaga ao Senado. Além de Marília, o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) pleiteiam o espaço. A primeira vaga estaria reservada para o PT, que condiciona o apoio do presidente Lula e da legenda ao endosso para reeleição de Humberto Costa.
A ex-deputada cumpre agenda em cidades do Sertão, como Flores e Serra Talhada, e segue para o Agreste neste fim de semana.
Sem citar nomes, Marília enviou um recado aos concorrentes do próprio campo político. Ela pediu "temperança" e sugeriu que os postulantes evitem criar instabilidade no grupo liderado por João Campos.
"Quem está para somar tem que ter maturidade e consciência política de contribuir de verdade, de não criar problema. Todos temos que colocar a vaidade e o ego no bolso", declarou.
A fala acontece um dia após Silvio Costa Filho dar declarações sobre a importância da lealdade antiga, em uma indireta aos novos aliados do PSB, principalmente para Miguel Coelho, que está em um momento de tensão e indefinição com o grupo político.
Na semana, Miguel criticou gestões passadas, que incluiriam o PSB, e também defendeu que estaria ao lado de quem apoiasse seu projeto político, sem indicar qual seria.
Marília reforçou que o mandato de senador exige fidelidade devido à sua relevância nacional.
"O Senado é onde se decide sobre direitos, sobre a venda do patrimônio brasileiro e a defesa do povo mais pobre. É uma responsabilidade muito grande, que exige fidelidade e coerência", completou.