Presidente nacional do PSB discutirá com Lula definições eleitorais em São Paulo e Minas, estados estratégicos para 2026
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 27/05/2026, às 15h34
João Campos se reunirá com Lula nesta quinta-feira (28)
PSB quer vaga ao Senado para Márcio França em São Paulo
Partido também discute futuro político de Rodrigo Pacheco em Minas
Reunião ocorre em meio às articulações eleitorais para 2026
João Campos dará uma pausa na campanha pela disputa ao Governo de Pernambuco para atuar como presidente nacional do PSB. Nesta quinta-feira (28), ele terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da articulação de palanque socialista em São Paulo e Minas Gerais, considerados os dois maiores colégios eleitorais do país.
Em São Paulo, o PSB tenta assegurar uma das vagas ao Senado no palanque petista para o ex-ministro Márcio França. O nome disputa espaço dentro da base governista com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, filiada à Rede Sustentabilidade.
Recentemente, França afirmou publicamente que aceitaria compor como suplente em uma chapa ao Senado liderada por Marina Silva ou pela ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), também cotada para disputar o Senado por São Paulo.
Apesar disso, a indefinição do PT sobre a composição do palanque paulista tem provocado desconforto entre dirigentes do PSB. Caso Lula decida apoiar Marina Silva para a vaga, os socialistas esperam que Márcio França seja contemplado em um eventual novo governo federal com espaço na Esplanada dos Ministérios.
A executiva nacional da legenda se reuniu nesta quarta-feira (27), em Brasília, para alinhar os pontos que serão levados ao presidente Lula no encontro desta quinta.
Outro tema da reunião será a situação política em Minas Gerais. O senador Rodrigo Pacheco, que se filiou recentemente ao PSB, era apontado como principal aposta do PT para disputar o Governo de Minas em 2026.
A filiação de Pacheco ao PSB ocorreu após articulação incentivada por Lula, justamente com foco em uma eventual candidatura ao governo do estado. No entanto, o senador tem sinalizado a aliados que não pretende disputar o governo estadual - Pacheco, na verdade, gostaria de uma vaga no STF.
Apesar disso, a candidatura ainda não está totalmente descartada. Minas Gerais é considerado um estado estratégico nas eleições presidenciais e costuma ter peso relevante no cenário nacional. Segundo maior colégio eleitoral do país é considerado pêndulo. Quem vence lá, vence o pleito.
Há informações em Brasília que o senador Pacheco atuou contra a indicação de Messias, enquanto mantinha relação com o governo federal durante todo o processo.