Haddad afirmou que teve carro perseguido por viatura da polícia militar de maneira ostensiva e intimidadora por cerca de 40 min na terça-feira (11)
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 13/08/2026, às 08h32
O candidato a governador João Campos (PSB) publicou, na quarta-feira (12), comunicado de solidariedade para o candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), que afirmou ter sido perseguido por policiais militares na noite da terça-feira (11).
De acordo com o ex-ministro da Fazenda, seu veículo foi acompanhado por viatura da Polícia Militar de São Paulo (PMSP) de forma "ostensiva e intimidadora". O político narra que, após ter chegado em casa, seu motorista foi seguido pelos policiais por cerca de 40 minutos.
Segundo Haddad, os policiais portavam fuzis e andavam com a viatura colada ao veículo do candidato. O motorista afirmou que não houve abordagem oficial dos servidores.
"Estamos levando essas informações para o Governo do Estado. Primeiro, para informar do episódio, para que esclareçam, mas também para resguardar a segurança das pessoas que me acompanham", declarou Haddad.
Em post nas redes sociais, o presidente nacional do PSB, que anda coligado com o PT em todos os estados do Brasil, cobrou para que o caso seja esclarecido, dando tom eleitoral à defesa do aliado político, com indireta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"Forças de segurança não podem ser usadas para intimidar adversários ou interferir no processo eleitoral", afirmou João Campos.
A solidariedade do ex-prefeito recifense ao candidato do PT veio junto a uma crítica à governadora Raquel Lyra (PSD), em que João, de maneira indireta, relembra o caso em que a Polícia Civil de Pernambuco investigava integrantes da Prefeitura do Recife, com acompanhamento diário a veículos utilizados pelos membros.
"Pernambuco já conhece a gravidade das denúncias de arapongagem. Polícia é para proteger, não para perseguir ou servir a interesses políticos", declarou.