Logo após TSE homologar federação, Eduardo da Fonte indica interesse de manter apoio para Raquel Lyra e Miguel Coelho não descarta dupla com Dudu ao Senado
por Cynara Maíra
Publicado em 26/03/2026, às 13h39 - Atualizado às 14h27
Após nesta quinta-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) homologar a Federação União Progressista, que unifica por quatro anos o Progressistas e União Brasil, o grupo parece estar próximo a se acertar em Pernambuco.
Apesar das mudanças e articulações ao longo do mês de março que levaram o PP a perder alguns dos cargos na gestão Raquel Lyra (PSD), tudo indica que o presidente do partido em Pernambuco, Eduardo da Fonte, esteja alinhado com o líder estadual do UB, Miguel Coelho, para apoiar o nome da governadora na eleição.
Em entrevista ao Jamildo.com, o presidente da Federação em Pernambuco, Eduardo da Fonte, afirmou que a construção do partido deve ser apoiar Raquel Lyra, mas que o caso depende da escuta com os filiados.
"A construção segue nesse sentido [apoiar Raquel]. Nós temos que cumprir o rito das etapas. A maioria vai decidir. A minoria não decide. A maioria decide", declarou o presidente da federação em Pernambuco.
Miguel estava na base de João Campos (PSB) até o início de 2026, quando voltou para o lado da governadora, que apoiou no segundo turno da eleição de 2022. O ex-prefeito de Petrolina é um dos principais cotados para chapa de Raquel ao Senado.
Possivelmente do mesmo lado pela primeira vez desde o início do processo de articulação para federação, Miguel Coelho afirmou que veria com bons olhos a possibilidade de que ele e o deputado Eduardo da Fonte fossem os candidatos ao Senado de Raquel Lyra.
Ao ser questionado sobre essa possibilidade, Miguel disse que "para Federação seria ótimo" e defendeu que Eduardo da Fonte seria um bom nome para vaga.
"Dudu sem dúvidas é um quadro qualificado que pode ocupar essa vaga, agora ninguém é candidato por imposição, a gente é candidato por uma construção [...] Se Dudu puder convergir a isso aqui, que é, óbvio, uma decisão da governadora Raquel Lyra, vamos defender isso", declarou o ex-prefeito.
Eduardo também defendeu que a federação teria força para compor dois nomes ao Senado ao citar o tamanho do grupo na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
Até as movimentações de março, Eduardo da Fonte era a certeza na eleição para o Senado na base da governadora, mas possíveis negociações com o PSB de João Campos prejudicaram a relação com o Executivo Estadual.
Após Raquel exonerar alguns dos nomes indicados pelo PP, tudo indicava que a legenda estaria fora da base governista. Dudu rejeita esse entendimento e afirma que a situação teria sido precipitada. "Nós não podemos implodir essa relação simplesmente por causa de um momento difícil ou de uma divergência. A política também possui divergências. Nós precisamos construir as soluções para elas. O nosso espírito busca a construção a partir dessas divergências", disse ao citar o caso.
Ele também afirma que o PP dá suporte e garante governabilidade ao estado e que "Nós vamos continuar com esse apoio e construiremos alianças. A política significa a construção de pontes, não a implosão delas".