Líder da federação União Progressista em Pernambuco, Eduardo da Fonte afirma que grupo ficará neutro nacionalmente e defende mesma posição para Raquel Lyra
por Cynara Maíra
Publicado em 19/05/2026, às 08h41 - Atualizado às 09h20
Eduardo da Fonte defendeu a neutralidade de Raquel Lyra na disputa pela Presidência da República.
O deputado afirmou que a federação União Progressista ficará neutra no cenário nacional e aconselhou a governadora a seguir a mesma estratégia.
O líder do PP justificou a posição como uma forma de garantir entregas para Pernambuco, sem depender de quem estiver no Governo Federal.
O parlamentar relembrou os atritos políticos do passado entre o ex-governador Paulo Câmara e o ex-presidente Jair Bolsonaro para ilustrar os prejuízos ao estado.
A retirada do trecho pernambucano da Transnordestina foi citada como exemplo das consequências dessas disputas institucionais anteriores.
O deputado explicou a diversidade ideológica da sigla para defender a liberdade de escolha das Executivas estaduais.
Eduardo da Fonte minimizou a concorrência pelas vagas ao Senado na chapa majoritária e classificou o excesso de candidatos como um problema positivo.
O deputado estadual Antônio Moraes afirmou ao jamildo.com que a definição dos nomes para o Senado ocorrerá apenas nas convenções partidárias.
Duas semanas após o Progressistas anunciar oficialmente o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o líder do partido, deputado Eduardo da Fonte opinou sobre o que considera a posição ideal da gestora na disputa nacional pela Presidência da República.
Um dos pleiteantes para vaga ao Senado na chapa de Raquel, Eduardo da Fonte afirmou que a federação União Progressista se manterá neutra na eleição presidencial e afirma que seria mais vantajoso para governadora seguir essa lógica.
Em fala ao Diário de Pernambuco, o político disse que a neutralidade de Lyra é importante para garantir entregas para Pernambuco, independente do gestor.
"Independentemente de quem esteja na Presidência da República, o importante é que o Governo Federal funcione em sintonia com o Governo Estadual [...]. Nós temos que governar para o estado de Pernambuco. Quem escolhe o presidente da República é o povo brasileiro, em todas as regiões do país", pontuou o deputado.
Dudu ainda citou indiretamente o atrito entre o ex-governador Paulo Câmara e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na época da pandemia. "Pernambuco não aguenta mais ver governador brigando com presidente da República, situação que acompanhamos recentemente. Nós temos que trabalhar por Pernambuco. Não temos que trabalhar para um presidente da República", disse.
Durante os atritos entre o atual presidente do Banco do Nordeste e Bolsonaro, o Governo Federal retirou o trecho pernambucano dos planos da Transnordestina, que só começou a sair do papel no fim de 2025.
Com um partido diverso em posições ideológicas, Dudu defende que o grupo fique neutro e que cada grupo estadual escolha como proceder. Em Pernambuco, a sigla tem lideranças conservadoras, como a deputada federal Clarissa Tércio e o deputado estadual Cleiton Collins. Apesar disso, no PodJá, o deputado federal e filho de Dudu, Lula da Fonte (PP), teceu elogios ao presidente Lula e afirmou que o petista só perderá a eleição "se for para ele mesmo".
Sobre a disputa ao Senado, que compete com nomes como o deputado federal Túlio Gadelha (PSD) e o colega de federação Miguel Coelho (UB), Dudu declarou que o volume de opções seria um "problema muito bom" e que a chapa ainda está em debate.
Durante o evento do PP em apoio para Raquel, Eduardo vendeu seu nome entre os candidatos. Ex-correligionário de Dudu e aliado da governadora, o deputado estadual Antônio Moraes (PSD) citou ao Jamildo.com que a decisão sobre a chapa ao Senado deve ficar para as convenções partidárias.