Em 2026, Miguel Coelho foi alvo de operação da Polícia Federal, tentou se lançar ao Senado e terminou como suplente para Câmara dos Deputados
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 03/11/2026, às 12h22
O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, compartilhou vídeo nas redes sociais, na segunda-feira (2), comentando acontecimentos em sua vida pública no ano de 2026, no qual terminou sem mandato para os próximos anos.
Desde 2022, Miguel Coelho não ocupa cargos públicos. Ele foi reeleito prefeito de Petrolina e renunciou ao cargo no meio do mandato para disputar o Governo de Pernambuco, em que ficou em quarto lugar com 884.941 votos. Já nas eleições de 2026, Miguel concorreu à Câmara dos Deputados e terminou como suplente da Federação União Progressista por Pernambuco, com 102.595 votos.
"Comecei o ano de 2026 super animado, crente que estaria prestes a viver grandes conquistas ao longo dele", disse. O político ainda lembrou de quando foi alvo de operação da Polícia Federal, cerca de uma semana após o falecimento precoce de seu filho, que estava com oito meses de gestação.
"Até hoje, mais de oito meses após [a operação], sequer tive acesso ao inquérito para saber o porquê de tal investigação", afirmou Miguel.
A tentativa de disputar o Senado também foi citada por Miguel. A desistência ocorreu, segundo o político, por "questões alheias" à sua vontade. "Vi um plano escorrer pelas minhas mãos", disse.
Já sobre a derrota à cadeira na Câmara dos Deputados, Miguel Coelho afirmou ter assumido o risco ciente de que "uma eleição de última hora tem os seus desafios".
A decisão, logo no limite do registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda fez com que Miguel concorresse ao cargo junto a Fernando Coelho Filho (União), membro do grupo de Miguel, e que se reelegeu deputado federal.
"Jamais poderia prejudicar os demais membros da nossa força política [...] Nosso grupo saiu forte em geral, mas o resultado não foi o que eu queria. Porém, não posso dizer que foi algo inesperado, pois sempre soube e aceitei o risco", pontuou.
Aliado do atual prefeito de Petrolina, Simão Durando (União), Miguel Coelho também compartilhou que fez sua campanha baseada em atos que havia realizado durante o comando da prefeitura local.
A estratégia, porém, não teve o resultado esperado. "Petrolina cresceu muito, são mais de cem mil novas pessoas, novas empresas, cidade bombando e o crescimento muito forte. Só um pequeno detalhe. Essas novas pessoas não estavam aqui ainda quando eu era prefeito da cidade", afirmou. Mesmo assim, o político foi o mais votado no município, com 56.663 votos, seguido de seu irmão, com 17.655.
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