Como fica tramitação da LOA 2026 com retomada dos Coelho para base de Raquel Lyra?

Antonio Coelho é o relator do projeto de alteração da LOA 2026 na Comissão de Finanças. Até então, governistas acusavam Coelho de atrasar gestão

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 23/03/2026, às 07h35 - Atualizado às 09h55

Montagem de duas fotos, à esquerda Antonio Coelho e João Campos sorriem enquanto olham um para o outro. À direita, Antonio Coelho sorri ao lado de Raquel Lyra que segura uma caixa do são joão de petrolina
Antonio Coelho foi secretário de João Campos em articulação com o UB, agora Miguel Coelho volta para Raquel Lyra - Marlon Diego/PCR-Divulgação

Para além da disputa ao Senado, a retomada de Miguel Coelho (União Brasil) para base da governadora Raquel Lyra (PSD) pode mudar a situação de projetos importantes para gestora que ainda tramitam na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). 

Entre eles, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2026, que ainda precisa dos pareceres finais da Comissão de Finanças para ir ao Plenário. O projeto está na Comissão de Finanças da Casa Legislativa, presidida pelo irmão de Miguel, o deputado estadual Antonio Coelho (União Brasil). 

Apesar dos gestos entre Raquel e os Coelho ser apenas com Miguel, a mudança entre o clã e a governadora já começou a aparecer na semana passada. 

Após as negociações entre Miguel Coelho e Raquel Lyra, a Comissão de Finanças validou, em parecer parcial, o Projeto de Lei para restabelecer em 20% o limite de remanejamento de verbas do Executivo na LOA. Alguns dos pontos criticados pelos governistas eram do próprio Antonio Coelho, como limite de 10% e a adição de despesa para criação de um hospital em Petrolina, reduto do deputado. 

A tendência é que na próxima reunião da Comissão, na quarta-feira (25), os membros deem o parecer final e levem o projeto para o plenário, local em que Raquel tem a maioria. 

Antes de Miguel Coelho concluir a negociação com os governistas, Antonio definiu um trâmite longo e completo para o projeto, seguindo o mesmo rito da lei original. O argumento do parlamentar era de que aceitar uma tramitação simplificada seria permitir ao Executivo "escolher o processo legislativo que lhe fosse mais conveniente". 

No plano de tramitação, o parecer geral e redação final ocorreria em 10 de março, o cronograma atrasou por falta de quórum, mas a comissão acelerou as aprovações parciais para compensar. 

Sobre a mudança de lado de Miguel, o Jamildo.com procurou a assessoria do deputado Antonio Coelho para questionar se haverá alterações no posicionamento do parlamentar na Alepe, quando houver um retorno essa matéria será atualizada.  

A família Coelho apoiou Raquel Lyra no segundo turno da eleição 2022, mas após impasses com distribuição de cargos na gestão, migrou para o lado de João Campos. O próprio Antonio Coelho foi secretário de Turismo do Recife.