Camilo Santana assume liderança do PT no Senado após Teresa Leitão virar líder do governo

Novo líder do PT no Senado tem missão de fortalecer articulações para avanço do fim da 6x1; Teresa Leitão havia assumido liderança da legenda em abril

Otávio Gaudêncio

por Otávio Gaudêncio

Publicado em 08/07/2026, às 11h58

Paulo Paim, Teresa Leitão e Camilo Santana
Paulo Paim, Teresa Leitão e Camilo Santana - Mariana Leal

A senadora Teresa Leitão (PT) passou, nesta terça-feira (7), o bastão de líder do Partido dos Trabalhadores no Senado ao senador Camilo Santana (PT-CE). O parlamentar foi escolhido por outros colegas da Casa e fica responsável por coordenar as ações da legenda na camada mais alta do Legislativo federal. 

Camilo Santana foi governador do Ceará por dois mandatos e foi eleito senador em 2022, passando grande parte de seu mandato à frente do Ministério da Educação (MEC) (2023-2026), tendo retornado à Casa no dia 1 de abril, para fortalecer articulações do presidente Lula (PT) no Senado

"Foi uma honra contribuir nessa caminhada ao lado de nossa bancada, sempre com muito diálogo, unidade e compromisso com o povo brasileiro. Tenho certeza de que Camilo seguirá conduzindo essa missão com a sensibilidade, experiência e capacidade de articulação", disse Teresa Leitão. 

O ex-gestor assume o cargo de Teresa Leitão devido à senadora ter sido escolhida como líder do governo no Senado, após o até então dono do posto, Jacques Wagner (PT-BA), virar alvo de investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master. Teresa assumiu como líder da legenda ainda em abril. 

Entre as atribuições ao novo líder do PT no Senado, o partido destaca o processo do fim da escala 6x1. "Como líder, Camilo será responsável por conduzir a articulação política do partido, orientar as votações e representar a legenda nas negociações com as demais bancadas", escreveu o PT. 

Além disso, também será papel de Camilo a indicação de membros a comissões parlamentares, sejam permanentes ou temporárias, a substituição de titulares e suplentes nos colegiados e a representação do partido nas votações simbólicas. O líder também tem direito ao uso da palavra em todas as sessões deliberativas e pode recorrer de decisões da Presidência da Casa quando necessário.