Polícia Federal cumpriu mandado expedido por Alexandre de Moraes na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Defesa afirma que PF não encontrou armamentos
por Cynara Maíra
Publicado em 08/07/2026, às 10h12 - Atualizado às 10h31
A Polícia Federal realizou buscas na casa de Jair Bolsonaro em Brasília na manhã desta quarta-feira (08) à procura de armas e munições.
O ministro Alexandre de Moraes autorizou a medida após o Exército relatar que duas das oito armas sob custódia militar não estavam no batalhão.
A PF e os advogados do ex-presidente confirmaram que os agentes federais não localizaram nenhum armamento durante a vistoria no imóvel.
O recolhimento das armas decorre da cassação do registro de CAC de Bolsonaro, que ocorreu após a apreensão de uma pistola em uma blitz no Distrito Federal.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e permanece em regime domiciliar humanitário por razões de saúde.
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão de cerca de 50 minutos na manhã desta quarta-feira (08) na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, no bairro Jardim Botânico.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as buscas para localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro por observar divergências na quantidade de armas no nome do ex-presidente em comparação ao total entregue às autoridades. Segundo a defesa do ex-presidente e os investigadores, os agentes federais não encontraram armamento no local.
Moraes afirmou na decisão que a permanência de armas de fogo sob a posse de um condenado contraria as ordens judiciais e é incompatível com o regime de prisão domiciliar.
O impasse sobre o armamento começou após a apreensão de uma pistola vinculada a Jair Bolsonaro durante uma blitz de trânsito no Distrito Federal. Na última sexta-feira (03), o magistrado determinou a cassação do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente e ordenou o recolhimento das armas.
A defesa informou ao STF que duas armas estavam com a PF desde 2023 e as outras oito permaneciam sob a guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. O Exército realizou a entrega do material, mas comunicou à Corte no domingo (06) que o lote continha apenas seis armas. O sumiço de dois armamentos motivou a operação.
Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime de prisão domiciliar humanitária desde o dia 24 de março deste ano, por conta do tratamento de uma broncopneumonia.
O advogado do ex-presidente, João Henrique N. de Freitas, acompanhou o trabalho dos policiais e classificou o ato como lamentável. O vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, criticou as buscas nas redes sociais e declarou que a medida seria uma perseguição política.
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