Teresa Leitão diz que PEC do fim da escala 6x1 não será tratada pelo governo com foco eleitoral

Senadora pernambucana afirma que proposta é prioridade do governo, rejeita motivação eleitoral e prevê avanço da tramitação no Senado

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 02/07/2026, às 15h11

Ricardo Stuckert
Ricardo Stuckert

Teresa Leitão afirmou que a PEC do fim da escala 6x1 não será conduzida com objetivo eleitoral.

Senadora disse que a proposta é a mais avançada entre as prioridades do governo.

Parlamentar afastou a avaliação de uso político da pauta durante as eleições.

Ela considera possível o avanço da tramitação antes ou logo após o recesso parlamentar.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 não será conduzida pelo Palácio do Planalto com objetivos relacionados ao calendário eleitoral. A declaração foi dada nesta quinta-feira (2), durante entrevista à CNN Brasil.

Segundo a senadora pernambucana, embora o governo federal tenha outras propostas consideradas prioritárias no Congresso Nacional, a PEC da jornada de trabalho é a que apresenta maior grau de maturidade no debate público e desperta maior interesse da sociedade. Ela citou ainda a PEC da Segurança Pública e a proposta voltada à exploração de terras raras como outras prioridades da agenda legislativa.

"Vamos tratar cada um ao seu tempo. Dessas três, a que está mais avançada em debate, em presença no imaginário social, em interesse público, é a PEC do fim da jornada 6x1. Essa é a prioridade entre as três prioridades. E uma das coisas que eu disse, onde repito, não vamos tratar essa PEC com esse efeito de calendário eleitoral. O calendário eleitoral está dado. Alguém sabe que ele impacta no calendário do Congresso? Sim, porque tem muita gente candidata", afirmou.

Teresa Leitão também rejeitou a avaliação de que a proposta esteja sendo utilizada pelo governo como instrumento eleitoral. De acordo com a parlamentar, a discussão deve permanecer centrada nos impactos da medida para os trabalhadores.

"Se alguém utiliza a pauta como plataforma eleitoral, não é bom", disse, acrescentando que o propósito da proposta é promover melhorias nas condições de vida da população.

A senadora também comentou a tramitação da matéria no Congresso. Segundo ela, após o avanço da proposta na Câmara dos Deputados no fim de maio e diante da repercussão do tema na sociedade, há expectativa de que o Senado consiga destravar a discussão.

Apesar disso, Teresa ponderou que a votação ainda dependerá das articulações políticas e do calendário legislativo. O recesso parlamentar está previsto para começar em 18 de julho, mas ela não descarta que os debates avancem apenas na retomada das atividades.

"Ora, a Câmara já aprovou, então o Senado precisa também destravar o que tá travado e eu acho que tá azeitado pra destravar e a gente seguir. Se dá tempo da gente votar agora, até antes do recesso, dar os primeiros passos, ótimo. Se não, a gente vai — o recesso termina em 31 de julho — então acho que a adaptação e articulação do tempo político com o tempo calendário envolve muito o calendário legislativo e nós vamos trabalhar com essa realidade", declarou.

A PEC que propõe o fim da escala 6x1 está entre as principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso e integra o conjunto de matérias que o governo federal pretende priorizar na atual legislatura.