Auditores fiscais endurecem mobilização após impasse com Governo de Pernambuco

Auditores fiscais e julgadores mantêm estado de greve e cobram retomada da paridade salarial e avanço em programa de recuperação fiscal

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 22/05/2026, às 14h00

Nilo otaviano fala em assembleia do Sindifisco
Diretoria do Sindifisco negocia com Fazenda - Henrique Santos/Sindifisco-PE

Categoria aprovou ato público na sede da Sefaz no próximo dia 28

Auditores cobram retomada da paridade entre ativos e aposentados

Governo teria retirado proposta apresentada nas negociações de abril

Sindifisco afirma que movimento não pede reajuste, mas recomposição de direitos

Auditores fiscais e julgadores administrativo-tributários de Pernambuco decidiram intensificar o movimento da categoria após novas divergências nas negociações com o Governo do Estado. Em plenária da Assembleia Geral Extraordinária Permanente realizada na quinta-feira (21), na sede do Sindifisco-PE, os servidores aprovaram a realização de um ato público na Secretaria da Fazenda (Sefaz-PE), marcada para o próximo dia 28, além da manutenção do estado de greve e do estado permanente de assembleia.

A categoria cobra avanços em pontos centrais da pauta apresentada ao governo: a retomada da paridade remuneratória entre ativos, aposentados e pensionistas e a recriação da participação dos auditores fiscais e julgadores na recuperação de créditos tributários inscritos na Dívida Ativa do Estado.

Segundo o sindicato, no fim de abril o secretário da Fazenda, Flávio Mota, havia sinalizado positivamente para a retomada da paridade salarial a partir de junho de 2026. Também teria sido discutida a criação de um novo Programa Especial de Recuperação de Créditos (PERC), que permitiria a participação da categoria na arrecadação de créditos recuperados, modelo semelhante ao já aplicado aos procuradores do Estado.

A expectativa da categoria era pela apresentação das minutas de resolução do Conselho da Administração Fazendária e do projeto de lei complementar relacionado ao novo programa. No entanto, de acordo com o Sindifisco-PE, após mais de três semanas sem paralisações, o governo ainda não encaminhou os textos prometidos e retirou da mesa a proposta de recomposição da paridade remuneratória.

Presidente do Sindifisco-PE, Nilo Otaviano afirmou que houve recuo por parte da gestão estadual nas tratativas conduzidas nas últimas semanas. “Além de ter voltado atrás na palavra dada, o secretário não concretizou nada relativo às sinalizações apresentadas quanto a outros itens da nossa pauta”, declarou.

A entidade sustenta que o movimento não reivindica reajuste salarial, mas a recomposição de direitos anteriormente existentes para aposentados e pensionistas da carreira fazendária.

Nosso movimento não visa nenhum aumento de remuneração. É uma questão de recuperação de um princípio muito caro à categoria: a paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas já era um direito conquistado, que o atual governo retirou. Agora o governo precisa desfazer esse prejuízo causado a aposentados e pensionistas”, afirmou Nilo Otaviano.