Sindifisco pretende ocupar Sefaz em reivindicação da categoria; entenda

Servidores da Fazenda pretendem paralisar atividades todas as quintas e planejam assembleia em plena Sefaz próxima semana

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 15/04/2026, às 08h35 - Atualizado às 08h50

Várias pessoas levantando as mãos em espaço com diversas cadeiras de plástico

Auditores fiscais e julgadores de Pernambuco decidiram endurecer a mobilização contra o governo de Raquel Lyra (PSD).

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) na terça-feira (14), o Sindifisco-PE aprovou a paralisação das atividades em todas as quintas-feiras e a ocupação da sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), na Rua do Imperador, para o dia 23 de abril. A categoria cobra a devolução da paridade remuneratória e a revisão do teto constitucional.

Os servidores incorporaram na pauta de reivindicações o resgate da participação da classe nos Programas Especiais de Recuperação de Créditos Tributários (PERCs).

O movimento ocorre após tentativas de diálogo sem resposta oficial do Palácio do Campo das Princesas. O presidente do sindicato, Nilo Otaviano, afirmou que as medidas não geram custo adicional aos cofres públicos e podem ser resolvidas por via administrativa.

fachada da secretaria da fazenda de pernambuco

Segundo a entidade, a proposta técnica já foi apresentada ao secretário da Casa Civil, Túlio Vilaça, em reuniões anteriores.

Nilo Otaviano destaca que o momento é sensível devido à Reforma Tributária. O desempenho da arrecadação atual servirá de base para o cálculo de repasses de recursos a Pernambuco nas próximas décadas, o que exige um Fisco estruturado e motivado.

O conflito entre o Fisco e a gestão estadual se arrasta desde janeiro. Entre o final de março e o início de abril, a categoria realizou paralisações pontuais para alertar sobre os riscos à arrecadação.

Na ocasião, o governo chegou a abrir um canal de diálogo para evitar a deflagração de uma greve, mas o sindicato aponta que a governadora mantém uma postura de silêncio diante dos ofícios enviados na última semana.

O Sindifisco-PE argumenta que outros estados já fortalecem suas administrações tributárias para enfrentar as novas regras de repartição de receitas.

A categoria indica que a falta de entendimento compromete a eficiência da máquina arrecadatória e gera insegurança sobre a sustentabilidade financeira do Estado. Os auditores permanecem em assembleia permanente para deliberar novos passos caso não haja avanço nas negociações.

Com o posicionamento do sindicato, o Jamildo.com procurou a Sefaz para ouvir o outro lado, caso haja um retorno essa matéria será atualizada.