Sindifisco prepara demonstração de força, em reação ao Palácio

Com nova assembleia, Sindifisco promete elevar pressão, cobra resposta do governo e quer recolocar o Fisco no centro do jogo fiscal de Pernambuco

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 07/04/2026, às 11h52 - Atualizado às 12h12

A Assembleia Geral do Sindifisco desta quarta-feira deve ampliar a mobilização de auditores e julgadores
A Assembleia Geral do Sindifisco desta quarta-feira deve ampliar a mobilização de auditores e julgadores - Divulgação

O impasse entre o governo Raquel Lyra e o Fisco estadual tende a se intensificar após paralisação que afetou a arrecadação.

A categoria cobra posicionamento da governadora, que mantém silêncio público sobre as reivindicações.

A Assembleia Geral desta quarta-feira deve ampliar a mobilização de auditores e julgadores.

Além de questões salariais, há insatisfação com a perda de protagonismo da Secretaria da Fazenda.

O desfecho segue indefinido, enquanto o governo acompanha o movimento do Sindiisco e evita sinalizar avanços.

O embate entre o Palácio do Campo das Princesas e a Secretaria da Fazenda de Pernambuco deve ganhar novos contornos nos próximos dias.

Após uma paralisação que impactou a arrecadação estadual, segundo a representação da categoria, a governadora Raquel Lyra manteve silêncio público sobre as reivindicações, alimentando críticas nos bastidores do Sindicato dos Fazendários de Pernambuco (Sindifisco-PE).

A expectativa agora recai sobre a Reunião Plenária da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) Permanente, marcada para esta quarta-feira (08).

Segundo os dirigentes, a mobilização interna aponta para uma adesão ampliada de auditores e julgadores, em um movimento que busca demonstrar coesão e capacidade de pressão da categoria.

De acordo com esses interlocutores informaram ao site Jamildo.com, a orientação é elevar significativamente o quórum da reunião, com o objetivo de sinalizar ao governo a disposição do Fisco em intensificar a mobilização.

Embora as reivindicações incluam a devolução da paridade e a revisão do teto constitucional, pontos que o sindicato afirma não implicarem impacto financeiro ao Tesouro, a crise atual é interpretada por membros da categoria como parte de uma disputa mais ampla sobre o papel da Secretaria da Fazenda na estrutura do governo estadual.

Nestas avaliações internas, a categoria indica que a insatisfação ultrapassa questões salariais e envolve a percepção de perda de protagonismo institucional. A mobilização, nesse contexto, também busca reposicionar a pasta como um dos eixos centrais da administração estadual.

A expectativa é de que a plenária reúna um número expressivo de participantes e delibere sobre os próximos passos do movimento. O governo estadual acompanha o desenrolar da mobilização, enquanto permanece a indefinição sobre possíveis avanços nas negociações.

Na última assembleia do Sindifisco-PE, a categoria decidiu adiar a votação sobre a greve após abertura de diálogo com o governo estadual.

A reunião foi convocada depois de meses de impasse nas negociações com a gestão de Raquel Lyra.

O sindicato avaliou o convite como um sinal de avanço institucional, mas manteve o estado de mobilização.

A estratégia passou a ser pressionar por soluções negociadas, especialmente sobre paridade e valorização da carreira.