Após não aparecer em última pesquisa, Marília Arraes faz viagens pelo interior e protagoniza inserções

Nas pesquisas em que aparece, Marília Arraes aparece entre os nomes mais competitivos. Miguel Coelho e Silvio Costa Filho também protagonizaram inserções

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 27/11/2025, às 11h10 - Atualizado às 12h15

Marília Arraes, João Campos, Silvio Costa Filho, Pedro Campos e Maria Arraes em evento do Solidariedade
Marília tem andado pelo estado em ações para defender seu nome ao senado - REPRODUÇÃO/ LÉO CALDAS

Reação: Marília Arraes (Solidariedade) viajou pelo Agreste após ficar fora da pesquisa Alfa Inteligência para o Senado.

Competitividade: Em pesquisas anteriores (Datafolha), Marília liderava com 39%, à frente de Humberto Costa e Miguel Coelho.

Mídia: Marília, Silvio Costa Filho (Republicanos) e Miguel Coelho (União Brasil) usam as inserções partidárias na TV para se cacifar à disputa.

Apoios: Silvio explora a imagem de Lula; Miguel foca na gestão de Petrolina; Marília aposta no recall de eleições majoritárias passadas.

Cenário: A disputa é pela segunda vaga de senador na chapa de João Campos (PSB), já que a primeira tende a ficar com o PT.

A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (Solidariedade) intensificou sua agenda política nesta semana com uma série de viagens ao interior de Pernambuco.

A movimentação ocorre próximo da divulgação de uma pesquisa do instituto Alfa Inteligência que não incluiu seu nome nos cenários estimulados para a disputa de 2026.

Marília visitou municípios como São Bento do Una, Pesqueira, São João, Jucati, Angelim e Caruaru. O objetivo declarado é fortalecer o diálogo regional e ampliar a presença nos territórios nesse ano pré-eleitoral, que deve ajudar a decidir uma chapa ao Senado.

Nas redes sociais, a ex-deputada falou sobre a receptividade e afirmou que "Pernambuco quer voltar a crescer".

A ausência de Marília no levantamento da Alfa Inteligência, divulgado na quarta-feira (26), gerou ruído nos bastidores. Esta foi a terceira vez que a política ficou de fora de uma grande sondagem recente, apesar de ter chegado ao segundo turno nas eleições para a Prefeitura do Recife (2020) e para o Governo do Estado (2022).

Também não foi citado o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL). Em suas redes sociais, o bolsonarista reclamou do caso. 

Quando testada, como na pesquisa Datafolha de outubro, Marília liderou todos os cenários com 39% das intenções de voto, superando adversários diretos como Humberto Costa (26%) e Miguel Coelho (19%).

Corrida de Inserções na TV

Além das viagens, Marília Arraes protagonizou as inserções do Solidariedade na televisão, falando sobre a intenção do partido de jogar na "linha de frente" em 2026.

A estratégia de usar o tempo de TV para se posicionar na disputa majoritária não é exclusiva dela. Outros postulantes às vagas de Senado na provável chapa do prefeito João Campos (PSB) também protagonizam as propagandas de suas legendas:

  • Silvio Costa Filho (Republicanos): O ministro de Portos e Aeroportos utilizou as inserções para exibir sua proximidade com o presidente Lula (PT).

  • Miguel Coelho (União Brasil): O ex-prefeito de Petrolina estrela as peças do União Brasil focando em "resultados concretos" e citando sua gestão no Sertão como modelo. Miguel tenta se viabilizar como um nome de "mão na massa" e crítico de "promessas vazias", um nome mais à direita na chapa de João Campos

A corrida antecipada é uma característica dos aliados interessados na chapa de João Campos. O senador Humberto Costa (PT) é um nome mais consolidado para uma das duas vagas ao Senado, devido ao alinhamento nacional PT-PSB.

Nesse cenário, Marília, Silvio e Miguel disputam pela segunda vaga, no entanto, é disputada palmo a palmo por Marília, Silvio e Miguel.

Em meio a esse volume de pleiteantes, o Republicanos de Silvio Costa Filho consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de "coligações cruzadas", o que permitiria que partidos apoiassem o mesmo governador, mas lançassem candidatos ao Senado separados.

Se aprovada, a medida poderia acomodar mais nomes na disputa, diluindo a pressão sobre a chapa majoritária.