Dirigentes petistas defendem múltiplos palanques no estado e admitem apoio ao PSOL na candidatura ao governo, apesar de aliança formal com João Campos
por Plantão Jamildo.com
Publicado em 07/04/2026, às 13h50
Dirigentes do PT admitem apoio a Ivan Moraes ao governo
Posição diverge de decisão oficial de apoio a João Campos
Partido discute possibilidade de múltiplos palanques para Lula
João Paulo cita cenários que incluem Raquel Lyra e PSOL
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco passaram a admitir publicamente a possibilidade de apoio a uma candidatura alternativa ao governo estadual, fora da aliança já formalizada com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). A sinalização foi feita durante entrevista à TV 247, no fim de semana, e expôs divergências internas na legenda.
O vice-presidente estadual do partido, Pedro Alcântara, e o ex-deputado federal Fernando Ferro defenderam a viabilidade de uma frente de petistas em torno da pré-candidatura de Ivan Moraes (PSOL). Segundo Alcântara, o movimento reflete parte da base partidária. “É um sentimento real de boa parte da base petista. Ivan Moraes é o meu candidato preferencial”, afirmou.
A posição contraria a resolução do diretório estadual, que definiu apoio a João Campos já no primeiro turno. Para os dirigentes, a estratégia eleitoral pode incluir a construção de mais de um palanque no estado para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o objetivo de ampliar o campo de alianças.
O deputado estadual João Paulo também defendeu a possibilidade de múltiplas candidaturas alinhadas ao presidente no estado. Segundo ele, o partido discute cenários que incluem apoio tanto à governadora Raquel Lyra (PSD) quanto a Ivan Moraes, mesmo com a posição formal já definida.
“O partido está pensando, sim, na possibilidade de deixar o PSB e apoiar a governadora Raquel Lyra. Isso não é uma decisão tomada, é uma avaliação política. Hoje, o cenário que eu vejo é de dois palanques, e os dois apoiando o presidente Lula”, disse. O deputado João Paulo é um dos maiores adeptos de que o PT tenha múltiplos palanques no estado.
João Paulo avaliou que uma eventual aproximação com a governadora não implicaria necessariamente alinhamento nacional. Segundo ele, Raquel Lyra mantém interlocução institucional com o governo federal. “Mesmo que ela venha a apoiar outro candidato a presidente da República, eu não acredito que ela faça uma linha de oposição ao governo do presidente Lula”, afirmou.