Túlio Gadelha mudou a filiação para quinta (02). Evento ocorrerá em Caruaru com a presença de Raquel Lyra. João Paulo falou sobre a ida ao evento
por Cynara Maíra
Publicado em 01/04/2026, às 12h07 - Atualizado às 13h22
Após as fortes chuvas desta quarta-feira (01), o deputado Túlio Gadelha adiou a sua filiação ao PSD para quinta-feira (02). A mudança não foi apenas de data, mas também de local. Túlio migrará oficialmente para o partido de Raquel Lyra (PSD) em Caruaru, cidade-natal da governadora. O evento ocorrerá às 12h, no Monte Bom Jesus.
Inicialmente, o ato ocorreria no Jardim Monte Verde, na Zona Oeste do Recife, local que abriga uma das principais obras de contenção de encostas da gestão estadual.
Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta quarta-feira (01), o deputado João Paulo (PT) saiu de uma ligação com Túlio para discursar. Ao fim de sua fala, o petista anunciou que acabara de ser convidado para filiação ao PSD em Caruaru e que iria comparecer.
"Então eu quero aqui, presidente, dizer que eu vou ter que sair. Na hora que estava subindo aqui, estava recebendo o convite do companheiro e amigo deputado Túlio Gadêlha, que vai ser candidato a senador, e eu não poderia deixar de amanhã estar presente lá como companheiro e amigo, não é? E vim dessa audiência lá no comando do exército", disse o político.
Alinhado à governadora Raquel Lyra, a ida de João Paulo para o evento indica a manutenção de um posicionamento ao lado da gestora, apesar da decisão do PT em apoiar a candidatura de João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco.
No último sábado (28), o deputado não compareceu na Assembleia do PT que decidiu por apoiar os socialistas. Questionado pelo Jamildo.com, João Paulo relatou que estava em um evento da Comissão em defesa da população LGBTQIA+ da Alepe. A deputada Rosa Amorim (PT) também esteve no espaço.
Ambos já participaram de diversos eventos ao lado de Raquel. João Paulo inclusive é um dos defensores mais vocais pela tese de palanque duplo de Lula em Pernambuco.
A escolha de Túlio Gadelha, que afirma ter o aval do Palácio do Planalto para compor a chapa majoritária, também poderia ajudar a manter essa tese. Em nota à imprensa, Túlio afirmou que a construção busca "afastar candidaturas bolsonaristas do palanque de Raquel Lyra".
O deputado federal cita que seu aceite ao convite da governadora seria uma forma de dialogar com os pernambucanos que desejam ver caminhar juntos os projetos de Raquel Lyra e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa declaração funciona como uma estratégia para dificultar a tese do prefeito João Campos (PSB), que se coloca como o único candidato ao Governo do Estado no campo governamental federal. Durante o anúncio do apoio petista ao PSB, aliados e o próprio prefeito alfinetaram Raquel ao criticar sua neutralidade política. O socialista chegou a dizer que "é inegociável ter lado".