Caixa Econômica já analisou os processos e está estabelecendo um valor médio para ser oferecido aos proprietários do Parque Capibaribe; famílias esperam há mais de 10 anos
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 28/03/2026, às 10h13 - Atualizado às 10h57
Um mutirão de conciliação será realizado de segunda (30) a quarta (1) para atender cerca de 800 famílias do Parque Capibaribe, em São Lourenço da Mata, que aguardam indenizações.
A ação ocorre no prédio da Justiça Federal, no bairro do Jiquiá, no Recife, e busca resolver processos que, em alguns casos, se arrastam há até 17 anos.
A iniciativa envolve Justiça Federal e Estadual, Caixa Econômica, seguradoras e escritório de advocacia que representa os moradores.
O objetivo é acelerar acordos e encerrar disputas judiciais relacionadas a problemas estruturais nos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação.
A Caixa trabalha com valores médios baseados em laudos periciais para viabilizar as conciliações; apenas autores das ações podem participar.
Da próxima segunda-feira (30) até a quarta-feira (1), haverá um mutirão de conciliação voltado às cerca de 800 famílias que esperam pela indenização do Parque Capibaribe, localizado em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.
O mutirão será realizado das 9h às 18h, no prédio da Justiça Federal, na Avenida Recife, no bairro do Jiquiá, no Recife. Há relatos de famílias que esperam há 17 anos por uma solução judicial para os problemas com os imóveis.
A iniciativa é realizada em parceria entre as justiças Federal (Superior Tribunal de Justiça - STJ) e Estadual (Tribunal de Justiça de Pernambuco - TJPE), Caixa Econômica Federal, seguradoras e o escritório de advocacia Gamborgi, Bruno e Camisão, que presta assistência jurídica aos mutuários que adquiriram seus imóveis por meio do Sistema Financeiro de Habitação.
As ações são referentes aos moradores que recorreram à Justiça após identificarem problemas em seus imóveis. Há diversos casos de pessoas que esperam há, no mínimo, uma década para definições judiciais.
“A expectativa é que o mutirão represente um avanço significativo na solução desses processos, permitindo a celebração de acordos e encerrando disputas judiciais que se prolongam há anos”, explica a advogada especialista em direito securitário e sócia do escritório Gamborgi Bruno & Camisão Associados Advocacia, Janielly Nunes.
De acordo com a advogada, a Caixa Econômica tenta estabelecer um valor médio para que possa ofertar a conciliação de forma mais ágil. Para isso, o banco "realizou a análise dos laudos periciais produzidos por peritos judiciais em vários processos do Parque Capibaribe", como indica a especialista Janielly Nunes.
Ainda segundo a advogada, apenas os autores das ações do Residencial Parque Capibaribe podem participar do mutirão.