Secretaria de Educação afirma que a equipe da escola levou os estudantes e o professor em uma UPA e foram liberados no mesmo dia. A área está isolada
por Cynara Maíra
Publicado em 08/07/2026, às 13h20
Veio a público nesta quarta-feira (08) que a queda de telhas na Eref Presidente Arthur da Costa e Silva, no bairro da Mustardinha, Zona Oeste do Recife, causou ferimentos em cinco estudantes e um professor na tarde da última terça-feira (07). O grupo assistia a uma aula na área externa da unidade no momento em que a estrutura cedeu.
A repercussão ocorreu após familiares dos estudantes protestarem na unidade de ensino contra a situação do local. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), 13 pessoas teriam sido atingidas pelas telhas.
A nota da Secretaria de Educação do Estado para a imprensa indica que os feridos foram para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Torrões e foram liberados ainda na noite de terça.
Os alunos estariam em uma aula externa no pátio da escola quando as telhas caíram. Estudantes que presenciaram o ocorrido publicaram nas redes sociais que os professores tendem a ministrar aulas fora das salas por conta do calor e a falta de refrigeração adequada na escola.
A assessoria da Secretaria de Educação pontuou que a direção da escola prestou socorro imediato aos feridos e que a área está isolada e sinalizada. A intenção é permitir que os operários retomem as obras de reparo no telhado com segurança para os alunos.
Em nota sobre o assunto, o Sintepe criticou a situação das escolas no estado e relembrou o projeto que o sindicato lançou em Maio, sobre a situação das escolas que teriam sido reformadas pelo Governo e que ainda apontam problemas estruturais. O Jamildo.com já apresentou algumas das alegações do Sintepe sobre a situação das instituições de ensino.
"É absolutamente inaceitável que uma escola que foi objeto de reformas que somam repasses financeiros no valor de R$ 2,5 milhões, incluindo especificamente R$ 242 mil aplicados na segurança de sua cobertura e engrenagens metálicas, sofra uma falha estrutural dessa magnitude que atingiu 12 alunos e alunas e um professor em horário escolar [...] O Sintepe vem exigindo da Secretaria de Educação vistorias preventivas, não só estruturais, mas também protocolos de atuação em casos de incêndio.
Zelar pelo patrimônio público e pela integridade física de corpo docente e discente, é o mínimo que se espera da gestão. Vamos continuar monitorando e denunciando qualquer descaso com as escolas públicas estaduais.", diz o grupo.