Gestão Raquel Lyra entregou uma creche desde 2023. Governadora reafirmou que terminará 2026 com 250 unidades no estado
por Cynara Maíra
Publicado em 14/01/2026, às 10h13 - Atualizado às 10h50
A Promessa: Secretário de Educação garante que o Estado entregará as 250 creches prometidas até o fim de 2026.
O Cenário: Até agora, apenas uma unidade foi inaugurada (em Igarassu). Para bater a meta, o governo precisa entregar 23 creches por mês.
Crítica: O gestor atacou a oposição, afirmando que o clima de "quanto pior, melhor" atrapalha o trabalho das secretarias.
Climatização: Governo promete concluir a instalação de ar-condicionado em todas as escolas estaduais até maio.
Contexto: A construção de creches é uma das principais bandeiras de Raquel Lyra, mas enfrenta questionamentos sobre o ritmo de execução.
O secretário de Educação de Pernambuco, Gilson José Monteiro Filho, garantiu na terça-feira (13) que o Governo do Estado cumprirá a promessa de entregar 250 creches até o fim de 2026. Até o momento, a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) entregou uma unidade.
O Governo inaugurou o Centro de Educação Infantil Tia Nicinha, em Igarassu, em 30 de dezembro de 2025. Também está em fase de conclusão a unidade em Caruaru.
Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM, o gestor admitiu a sensação de atraso nas obras, mas reafirmou o compromisso.
Para cumprir a meta dentro do prazo restante do mandato, o governo precisaria inaugurar uma média de 23 creches por mês ao longo de 2026, segundo o "Crechômetro" elaborado pelo Jamildo.com.
Mesmo assim, Monteiro Filho defendeu o cronograma e criticou a postura da oposição na Assembleia Legislativa (Alepe).
"Eu prefiro estar do lado de quem entregou uma e que pode entregar as 250 do que de quem nunca entregou nenhuma", disparou o secretário.
O gestor argumentou que a estratégia de assumir a construção e o custeio inicial das creches irá suprir a dificuldade dos municípios em bancar a educação infantil.
"A gente acaba, enquanto estado, assumindo o ensino fundamental porque os municípios não conseguem hoje desenvolver um projeto de base", explicou.
A pressão sobre o tema aumentou no fim de 2025. Deputados oposicionistas, como Antonio Coelho (União Brasil), questionaram a viabilidade matemática de entregar em um ano o volume de obras prometido. A governadora, atribuiu a demora a etapas burocráticas, como estudos de solo e licitações.
Durante a entrevista, Monteiro Filho queixou-se de que os embates políticos dificultam o trabalho das secretarias. Ele classificou o cenário pernambucano como "extremamente politizado", mas carente de discussões democráticas saudáveis.
"Não me agrada o ‘quanto pior, melhor’. Quando a gente age de forma colaborativa, o estado ganha. Mas a gente não tem mais uma discussão política saudável", afirmou.