Deputado federal Pedro Campos disse que irá cobrar entrega dos kits escolares em 22 de abril
por Jamildo Melo
Publicado em 04/04/2025, às 07h04 - Atualizado às 07h12
Não foram apenas os deputados estaduais de oposição que endureceram nas cobranças para a Secretaria de Educação de Pernambuco. O deputado federal Pedro Campos (PSB), irmão do prefeito João Campos, também foi para as redes sociais cobrar prazos de entrega do secretário Gilson Monteiro, da pasta estadual da Educação.
O líder do PSB na Câmara de Deputados disse que irá fiscalizar a entrega dos kits escolares dos estudantes, nas escolas estaduais.
"O secretário de Educação de Raquel Lyra deu um prazo para a entrega dos kits escolares para os alunos da rede estadual, que começaram o ano sem o básico para uma boa aprendizagem", disse o deputado.
Em vídeo nas redes sociais, Pedro Campos repercutiu matérias na imprensa em que Gilson Monteiro se comprometeu a entregar todos os kits até 20 de abril.
"Estaremos de olho para ver se o secretário cumprirá o que diz!", prometeu Pedro.
O filho de Eduardo Campos disse que em 22 de abril irá apurar se a promessa foi cumprida.
Pedro Campos informou já ter feito um pedido de informações anteriormente sobre o tema. Segundo o deputado, o pedido não teria sido respondido pela gestão estadual.
A entrada de Pedro Campos nas cobranças sobre a educação estadual aumenta o nível do tensionamento político, pois o deputado é irmão do prefeito João Campos (PSB), possível adversário da governadora Raquel Lyra (PSD) na eleição de 2026.
O questionamento sobre os kits escolares foi um dos destaques na audiência pública realizada para ouvir o secretário Gilson Monteiro na Assembleia, esta semana.
O secretário informou que o atraso foi gerado por problemas no processo licitatório e por medidas cautelares do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
“Acreditamos que na primeira quinzena de abril, ou até o dia 20 no máximo, vamos conseguir fazer a entrega para toda a comunidade escolar, porque os pedidos já estão em trânsito”, garantiu o secretário.
Para não atrasar mais a entrega, segundo o secretário, a gestão estadual fez as compras utilizando atas de preços definidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Governo Federal.
“Chegamos a distribuir alguns kits, não no quantitativo que a gente quer, mas estamos discutindo e diagnosticando com a empresa fornecedora constantemente”, complementou Gilson.
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