Gilson Monteiro, novo secretário de Educação do Estado, não quis confirmar, em audiência, se prorroga e renova concurso público para professores
por Jamildo Melo
Publicado em 02/04/2025, às 11h25 - Atualizado às 11h54
Os 1.700 professores que ainda esperam nomeação no cadastro de reserva do concurso de 2022 da rede estadual vão continuar no suspense. O secretário estadual de Educação, Gilson Monteiro, não quis revelar se irá renovar ou não o concurso, cuja validade acaba em 15 de abril. A resposta foi dada em audiência ocorrida nesta terça-feira (1°), na Assembleia.
A Comissão de Mobilização Docente, em conjunto com a Associação Nordestina de Arte-Educadores, ajuizou uma ação popular pleiteando a interrupção do prazo de validade do certame ou a sua renovação.
Gilson Monteiro assegurou que, até o término da semana, oferecerá uma resposta ao Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE) a respeito da viabilidade de prorrogação do concurso e dos respectivos prazos.
O secretário de Educação de Pernambuco participou de uma audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia, convocado pela oposição, para esclarecer questionamentos sobre a gestão da sua pasta.
Além dos deputados estaduais, a audiência teve a presença de representantes da comunidade escolar (professores, alunos e pais), que abordaram problemas relacionados à rede pública de ensino.
Na reunião, Monteiro teve de prestar contas sobre o atraso na entrega de kits de material escolar e fardamento.
Entre outros temas, estudantes relataram ainda o empobrecimento do cardápio das escolas e casos em que foi oferecida comida estragada. Sobre este ponto, parlamentares criticaram a utilização de contratos temporários para a prestação deste serviço.
Outra pauta dos alunos foi a melhoria da infraestrutura das escolas, especialmente com a climatização das salas.
A audiência também debateu a convocação de aprovados nos concursos da secretaria e a ameaça de alunos que participam do Programa Ganhe o Mundo não poderem fazer seus intercâmbios por conta de problemas em uma licitação.
Lideranças do movimento estudantil ainda denunciaram que gestores de escolas estariam ameaçando e coagindo alunos que estavam se mobilizando para a audiência.
Presidente da Comissão de Administração, o deputado Waldemar Borges (PSB) avaliou de maneira crítica as respostas do secretário de Educação.
“A gente espera que depois de uma audiência como essa, a Secretaria de Educação, de fato, se disponha a resolver os problemas, porque não é suficiente chegar aqui e dizer que tem problema gerencial, que o Tribunal de Contas acatou uma cautelar”, considerou Borges, em informe ao site Jamildo.com.
“Se acatou uma medida cautelar, é porque alguma coisa errada devia estar existindo ali. O que não dá é para chegar aqui e elencar as razões por que a secretaria não está funcionando. Tem que fazer a secretaria funcionar”, concluiu o socialista.