Pagamento a municípios será dividido em três fases, com 60 dias, 180 dias e três anos após a concessão. Prefeituras têm liberdade para usar o dinheiro
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 24/02/2026, às 09h59 - Atualizado às 10h45
O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Douglas Nóbrega, informou que a assinatura do contrato de concessão com as empresas vencedoras do leilão ocorrerá em 27 de março, com o primeiro repasse aos municípios previsto para 60 dias depois.
Ao todo, a concessão deve gerar R$ 1,407 bilhão para os municípios pernambucanos, sendo R$ 844,25 milhões na primeira parcela e duas outras de R$ 281,41 milhões, pagas após 180 dias e três anos da assinatura.
O contrato prevê investimentos de R$ 20 bilhões ao longo de 35 anos, com foco na ampliação das redes de distribuição e na redução das perdas de água, atualmente em 48%, com meta de chegar a 25%.
O Governo de Pernambuco orientou que os recursos sejam aplicados em água e saneamento, mas os municípios têm autonomia para decidir. O Recife será o maior beneficiado, com cerca de R$ 116,34 milhões.
O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Douglas Nóbrega, confirmou a data de assinatura da concessão dos serviços da instituição às duas empresas vencedoras do leilão, além de divulgar a primeira fase dos repasses da venda aos municípios, no valor de R$ 844,25 milhões.
De acordo com depoimentos prestados ao Diário de Pernambuco e ao Sistema Jornal do Commercio de Comunicação pelo chefe da companhia, a assinatura da concessão ocorrerá no dia 27 de março, com o primeiro pagamento aos municípios ocorrendo 60 dias depois.
Ao todo, a venda da Compesa renderá R$ 1.407,09 bilhão aos cofres municipais. A segunda fase do pagamento será feita após 180 dias da data de concessão, e a terceira após três anos, com ambas correspondendo ao valor de R$ 281,41 milhões.
A concessão prevê dois lotes: um da Região Metropolitana do Recife (RMR) e o outro do Sertão. Além disso, as empresas vencedoras do leilão, Acciona e BRK, serão responsáveis pelos serviços de água de dois blocos, o MRAE Sertão, com 24 cidades, e o RMR Pajeú, com 150 municípios e Fernando de Noronha.
Em um prazo de 35 anos, as empresas devem investir R$ 20 bilhões, com a distribuição sendo o principal setor a ser desenvolvido. Porém, a Compesa continuará investindo no tratamento e na produção da água.
"A grande expectativa é que as redes de distribuição nas cidades sejam ampliadas. Esse é o foco da concessão. E aí depende da demanda em cada cidade da rede. Redução de perda também é um trabalho gigante que as concessionárias vão fazer e a Compesa já está fazendo. Hoje a gente tem 48% de perda. Vamos ter que reduzir a perda, porque é questão de sobrevivência. A meta hoje é de no máximo 25% (de perda). Só que pouquíssimas cidades no Brasil têm esse índice", afirmou o presidente da Compesa.
O Governo de Pernambuco sugeriu aos municípios que utilizem o dinheiro para investimentos em água e saneamento, porém, cada cidade tem total liberdade nos gastos. Recife receberá o maior valor, com aproximadamente R$ 116,34 milhões. As quantias a serem direcionadas aos municípios começam em R$ 4,125 milhões.