Mano Medeiros assinou lei que institui licenciamento autodeclaratório para residências para facilitar construções em Jaboatão
por Cynara Maíra
Publicado em 26/02/2026, às 09h18 - Atualizado às 10h12
O prefeito de Jaboatão, Mano Medeiros (PSD), sancionou a Lei 02/2026, que moderniza as regras de ocupação do solo e institui o licenciamento autodeclaratório.
A nova legislação permite que construções de casas unifamiliares obtenham alvará automático via sistema, mediante a apresentação de ART ou RRT.
O projeto altera a lógica da prefeitura: o controle deixa de ser preventivo (burocracia prévia) e passa a ser auditável e fiscalizatório durante e após a execução.
Entidades como CREA-PE e Sinduscon-PE avaliam que a medida agiliza o mercado imobiliário e valoriza a responsabilidade técnica de engenheiros e arquitetos.
No urbanismo, a lei extingue a exigência de vagas mínimas de garagem e estabelece critérios mais rígidos para arborização e mobilidade urbana.
O movimento de Jaboatão assemelha-se à LPUOS do Recife (2025), mas com foco maior no setor comercial e empresarial, enquanto a capital priorizou o incentivo habitacional e histórico.
O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD), sancionou a Lei 02/2026, que atualiza as normas de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo no município.
Segundo a gestão, o projeto visa modernizar a administração e a segurança jurídica para o setor produtivo. A principal mudança é a integração da legislação ao Licenciamento Autodeclaratório Integrado (LAI), que permite o início imediato de construções habitacionais unifamiliares sem a necessidade de análise prévia da prefeitura.
Com o novo modelo, o sistema municipal emite o alvará automaticamente. Para isso, o interessado deve apresentar a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT).
O engenheiro ou arquiteto habilitado assume a responsabilidade legal pela obra. Na prática, a gestão municipal passa a ter um controle auditável e fiscalizatório, em vez do que considera preventivo e burocrático.
Mano Medeiros afirmou que a lei é fruto de diálogo com a sociedade e busca induzir o desenvolvimento econômico.
O evento de sanção em Jaboatão contou com o aval de entidades setoriais como o CREA-PE, CAU-PE, Sinduscon-PE e Ademi-PE.
As instituições avaliam que a medida valoriza os profissionais liberais e agiliza a construção civil. Atualmente, o município já dispensa de alvarás e licenças 1.054 atividades econômicas sob a Lei da Liberdade Econômica. A nova lei do solo que aumentar a desburocratização dos processos.
A nova norma também introduz mudanças técnicas no urbanismo da cidade, como:
Estacionamentos: fim da exigência de um número mínimo obrigatório de vagas em projetos.
Mobilidade: critérios mais claros para acessos viários e operações de carga e descarga.
Meio Ambiente: exigência de integração entre arborização interna e soluções de sustentabilidade.
A iniciativa de Jaboatão guarda semelhanças com a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) do Recife, sancionada pelo prefeito João Campos (PSB) em outubro de 2025.
A principal diferença é o foco de Jaboatão em questão comercial e empresarial. A capital tinha maior interesse no incentivo à moradia no centro e na preservação histórica. Ambas as gestões buscam alinhar o crescimento urbano ao Plano Diretor e reduzir o tempo de resposta para o mercado imobiliário.