Estudos internos do Grande Recife apontam que, para cobrir custos operacionais, tarifas deveriam ser no mínimo R$ 6,14; Governo do Estado banca o que falta
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 16/01/2026, às 07h26 - Atualizado às 08h51
O Bilhete Único sobe de R$ 4,30 para R$ 4,50, após arredondamento.
A decisão ainda depende de homologação da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe).
O reajuste deve entrar em vigor a partir de fevereiro.
Outras tarifas também foram reajustadas em 4,46%, com base na inflação acumulada.
Estudos indicam que a tarifa técnica ideal seria de R$ 6,14.
O Governo de Pernambuco subsidia o sistema com cerca de R$ 500 milhões e isenções fiscais.
Manifestantes protestaram contra o aumento e criticaram a qualidade do transporte público.
O Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) definiu, na quinta-feira (15), que os valores das passagens da Região Metropolitana do Recife subirão.
O Bilhete Único, utilizado pela maioria dos passageiros, passa de R$ 4,30 para R$ 4,47, arredondado para R$ 4,50. A decisão segue para Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) para homologação. O ajuste deverá entrar em vigor a partir de fevereiro.
A reunião do conselho iniciou às 9h em formato de videoconferência. Estiveram presentes representantes da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi-PE), do CSTM, do Consórcio de Transporte Metropolitano e da sociedade civil.
Ao todo, 23 pessoas estiveram no encontro. Para aprovação, a medida precisava de maioria na votação. 14 votos foram favoráveis às mudanças, cinco votaram contra e três se abstiveram.
Além do Bilhete Único, o conselho também aprovou o reajuste de 4,46%, referente à inflação acumulada entre dezembro de 2024 e 2025. Confira:

De acordo com nota divulgada pelo Grande Recife, estudos tarifários internos apontam que"para cobrir integralmente os custos de operação do sistema neste ano — como combustível, salários, manutenção da frota e operação do sistema —, a tarifa técnica deveria chegar a R$ 6,14”.
O Governo de Pernambuco é o responsável pelo freio na escalada do preço. Conforme o documento, o estado aporta cerca de R$ 500 milhões e beneficia o Grande Recife com isenções fiscais, como a do ICMS sobre o óleo diesel.
Ainda na manhã do dia 15, um grupo de manifestantes ocupou a sede do Grande Recife Consórcio, no bairro do Recife. O protesto começou próximo ao Parque Treze de Maio, onde as pessoas empunhavam cartazes criticando o aumento das tarifas e gritavam que o “transporte público não é mercadoria".
Usuários de transporte coletivo e integrantes de movimentos sociais fizeram parte da ação. O principal argumento utilizado contra o reajuste é a condição que os transportes da Região Metropolitana do Recife se encontram.