Praça do Arsenal foi entregue ainda em outubro de 2025 e já venceu prêmios estaduais; cerimônia de premiação vai acontecer em agosto
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 24/04/2026, às 10h04
Projeto da Prefeitura do Recife requalificou a Praça do Arsenal e venceu a etapa nacional do prêmio do IAB.
A premiação nacional será entregue em agosto, durante congresso de arquitetos em Fortaleza.
A gestão municipal vê a requalificação de praças como estratégica para melhorar a qualidade urbana e o acesso a espaços públicos.
O novo desenho resgata o projeto original de Burle Marx (1934), adaptando-o às características atuais do Bairro do Recife.
Desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), em parceria com a iniciativa privada, o projeto de requalificação da Praça do Arsenal foi escolhido como um dos vencedores da etapa nacional da Premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), durante o 1º Seminário Arquitetura, Cidade e Política, realizado em Porto Alegre (RS).
O projeto recifense também venceu a etapa estadual do prêmio, em dezembro de 2025. Não foi a primeira vez. Em 2023, a Praça Desenhista Eulino Santos, do bairro do Arruda, também foi reconhecida na etapa estadual da premiação.
A cerimônia de entrega dos prêmios da etapa nacional deste ano está planejada para agosto, durante o 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos, na cidade de Fortaleza, no Ceará.
A criação, ampliação e requalificação de praças é um ponto estratégico para a gestão municipal. No entender da prefeitura, a maior oferta dos espaços garante mais qualidade urbana e acesso da população a "áreas públicas bem estruturadas em diferentes bairros".
Faz parte dessa estratégia o projeto Praças da Infância, voltado à criação de espaços para o público infantil, com foco em inclusão, segurança e estímulo ao desenvolvimento das crianças.
Reinaugurada em outubro do ano passado, o "novo" desenho da Praça do Arsenal resgata o estilo original traçado pelo paisagista Roberto Burle Marx, em 1934.
Assim como hoje, à época, o espaço de lazer era reconhecido pela sua malha quadrangular de concreto intercalada com faixas de grama, um canteiro circular central com vegetação adaptada à salinidade e arborização com oitizeiros e castanholas nas bordas.
“O projeto de Burle Marx, que já havia rompido com o pensamento paisagístico europeu ao propor um desenho moderno e funcional, mantém sua essência ao adaptar-se à nova dinâmica do Bairro do Recife, hoje menos comercial do que no início do século XX, mas ainda um dos principais polos culturais da cidade”, explicou Celso Vinícius Sales, arquiteto e superintendente de Paisagismo da Emlurb.