Metrô do Recife tem novo pane e interrompe atividades do ramal Camaragibe. Governo Lula começou investimentos no equipamento antes de estadualização
por Cynara Maíra
Publicado em 19/02/2026, às 10h17 - Atualizado às 11h09
O Ramal Camaragibe da Linha Centro do Metrô do Recife amanheceu paralisado nesta quinta-feira (19) após uma queda na rede aérea ocorrida na noite anterior.
A pane fechou cinco estações (Camaragibe, Cosme e Damião, Rodoviária, Curado e Alto do Céu), afetando diretamente cerca de 40 mil passageiros.
Como medida de contingência, o Grande Recife ativou a linha emergencial 2481 e reforçou a frota de ônibus entre o TI Camaragibe e o Centro do Recife.
O incidente ocorre em meio à consulta pública para a estadualização e concessão do sistema, projeto que prevê investimentos de R$ 4 bilhões nos primeiros cinco anos.
O Governo Federal já autorizou repasses de R$ 500 milhões para 2026, incluindo a compra de trens seminovos de MG e RS para tentar mitigar o sucateamento da rede.
Dados do TCU de 2025 já alertavam que o metrô opera no limite da segurança e que a arrecadação cobre apenas 20% dos custos de operação.
Na manhã desta quinta-feira (19), o Ramal Camaragibe da Linha Centro do Metrô do Recife está paralisado.
Uma "queda da rede aérea" interrompeu o sistema por volta das 22h50 da Quarta-feira de Cinzas (18), apenas dez minutos antes do fechamento oficial das estações. O problema técnico ocorreu entre as estações Camaragibe e Cosme e Damião e afeta cerca de 40 mil usuários diários.
Por conta do problema, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) fechou as estações Camaragibe, Cosme e Damião, Rodoviária, Curado e Alto do Céu.
Para atender os passageiros, o Grande Recife Consórcio de Transporte ativou a linha emergencial 2481 (TI Camaragibe / TI TIP) e aumentou a operação da linha 2450 (TI Camaragibe - Centro). Técnicos da manutenção atuam no local desde a noite de ontem, mas a companhia ainda não estabeleceu uma previsão para a normalização do serviço.
O novo incidente elétrico surge no momento em que os governos federal e estadual tentam acelerar a concessão do sistema.
No dia 6 de fevereiro de 2026, a gestão de Raquel Lyra (PSD) e a União abriram a consulta pública para o projeto de desestatização, que prevê aportes de R$ 4 bilhões nos primeiros cinco anos pós-assinatura do contrato.
A estratégia busca reverter o sucateamento histórico da rede, que desde agosto de 2024 já não opera aos domingos para permitir janelas de manutenção.
Antes mesmo da transferência definitiva para o Estado, o Governo Lula autorizou repasses emergenciais para o sistema.
Em janeiro, o ministro das Cidades, Jader Filho, garantiu que os investimentos para 2026 devem chegar a R$ 500 milhões, destinados à recuperação de estações e reforço da frota.
“Temos pressa, até porque a quadra da chuva vai se iniciar”, afirmou o ministro durante vistoria técnica no mês passado. O plano inclui a chegada de 11 trens seminovos de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul até junho deste ano.
Auditorias do TCU em 2025 já indicavam que o Metrô do Recife opera sob condições restritas de segurança e com receitas que cobrem apenas 20% dos custos operacionais.