Irmão do rei do Reino Unido, Andrew Mountbatten-Windsor completa 66 anos hoje e é suspeito de repassar dados oficiais a Jeffrey Epstein
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 19/02/2026, às 09h53 - Atualizado às 11h03
A polícia britânica prendeu o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor nesta quinta-feira (19), sob suspeita de má conduta em cargo público por supostamente compartilhar documentos sigilosos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
A investigação é conduzida pela Polícia do Vale do Tâmisa, que já havia confirmado, no início de fevereiro, a apuração sobre possível desvio de informações quando Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
A prisão ocorreu na propriedade de Sandringham, em Norfolk, e também houve buscas em um endereço em Berkshire. Segundo a BBC, ele pode enfrentar prisão perpétua caso seja condenado.
O rei Charles III afirmou ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e declarou que o devido processo legal deve seguir seu curso.
Andrew está afastado das funções reais desde 2019. Em 2022, Elizabeth II retirou seus títulos militares, e, em 2025, ele deixou oficialmente os títulos reais após novas repercussões do caso. O ex-príncipe nega as acusações.
A polícia britânica realizou, na manhã desta quinta-feira (19) a prisão do ex-príncipe do Reino Unido e irmão mais novo do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, sob suspeita de má conduta em cargo público, ao compartilhar documentos sigilosos do governo com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
No início de fevereiro, a Polícia do Vale do Tâmisa havia confirmado que agentes investigavam o suposto desvio de informações do ex-representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Andrew foi detido dentro de sua propriedade em Sandringham, em Norfolk, leste da Inglaterra. Agentes também realizaram busca em outro endereço em Berkshire, a oeste de Londres.
De acordo com o veículo britânico BBC, o ex-príncipe pode ser condenado à prisão perpétua.
O rei Charles III comunicou à imprensa que recebeu a notícia com "profunda preocupação", mas defendeu que a lei "deve seguir seu curso".
“Recebi com profunda preocupação a notícia sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes… Deixe-me afirmar claramente: a lei tem que seguir seu curso.", declarou.
Em outubro de 2025, após novas revelações do caso Epstein, Charles III destituiu Andrew de todos os títulos reais e solicitou ao irmão que se retirasse da Royal Lodge, uma mansão de 30 cômodos na propriedade de Windsor. Porém, antes do anúncio do rei, Andrew já havia renunciado aos títulos reais, alegando que as constantes acusações contra ele desviavam a atenção do trabalho do rei e da família real.
O ex-príncipe estava afastado de suas funções na realeza desde 2019, após entrevista à BBC, na qual ele disse não se arrepender de amizade com Jeffrey Epstein. Em 2022, a falecida rainha Elizabeth II retirou todos os títulos militares do ex-representante da realeza.
Andrew Mountbatten-Windsor nega as acusações.