Gravatá e Bezerros são exemplos de duas cidades do Agreste de Pernambuco que apostam alto na atração de melhorias com o leilão parcial da Compesa
por Jamildo Melo
Publicado em 27/01/2026, às 13h40 - Atualizado às 14h13
O prefeito de Joselito Gomes da Silva, de Gravatá, afirmou ao Jamildo.com que os recursos do leilão da Compesa devem priorizar saneamento, hoje abaixo de 50%, e melhorar a infraestrutura turística.
Ele destacou obras de drenagem e pavimentação, como a avenida 1º de Janeiro, além de ações em iluminação, limpeza e segurança para dar mais dignidade à população.
Em Bezerros, a prefeita Lucielle Laurentino relatou déficit de 70% na produção de água e expectativa de melhora com a nova fase da Compesa.
Ela citou a chegada de água da transposição do São Francisco e a necessidade de R$ 15 milhões para levar água ao distrito turístico de Serra Negra.
Com cerca de R$ 8 milhões do rateio, a prefeita planeja investir em um muro de arrimo, beneficiando o meio ambiente e a infraestrutura urbana.
O prefeito de Gravatá, Joselito Gomes da Silva, em conversa com o site Jamildo.com sobre os recursos provenientes do leilão da Compesa, disse esperar que os recursos ajudam a dar mais dignidade ao povo da cidade e atrair turistas.
"Um pedido constante nosso é o saneamento. A cidade não tem 50% de saneamento. Espero que esse leilão possa ajudar neste sentido. Gravatá é um destino turístico e de eventos. Nós precisamos melhorar a infraestrutura, sem descuidar de tudo o mais", afirmou.
A melhoria ainda ajudaria, além do turismo, aquele morador que tem uma segunda residência na cidade do Agreste.
"Já temos 100% de iluminação na BR, estamos cuidando da limpeza e segurança, para trazer dignidade às pessoas".
Padre Joselito explicou como exemplo de aplicação dos recursos do leilão da Compesa obras de drenagem e pavimentação, como a avenida 1º de Janeiro, no bairro de Jardim Petrópolis.
A prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino, conta que não está chegando mais água de Jucazinho, mas agora chegou água do projeto da transposição do São Francisco.
"Temos um cidade com 65 mil habitantes e que convive com um déficit de 70% de produção de água", afirmou, para explicar a esperança na nova fase da Compesa, depois do leilão parcial da concessão para a iniciativa privada.
"O distrito de Serra Negra, por exemplo, é uma área de importância turística e nos precisamos de R$ 15 milhões para levar agua até lá. São 10 quilômetros de rede e esperamos fazer seja pela Compesa, seja pelo Estado. Encruzilhada de São João tem 12 mil habitantes e também não tem água", citou, em conversa com o site Jamildo.com.
Com o rateio, cerca de R$ 8 milhões, a prefeita Lucielle contou que espera investir em um murro de arrimo que corta a cidade, ajudando tanto meio ambiente como infraestrutura.