Eduardo Loyo diz que violência em Porto de Galinhas não afeta imagem do destino: “impacto é pontual”

Presidente da Empetur, Loyo afirma que caso foi isolado, diz que vendas seguem estáveis e cita ações conjuntas do Estado e da Prefeitura de Ipojuca

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 10/01/2026, às 10h01

Imagem Eduardo Loyo diz que violência em Porto de Galinhas não afeta imagem do destino: “impacto é pontual”

Turistas foram agredidos após questionar cobrança em barraca de Porto de Galinhas

Prefeitura interditou estabelecimento e afastou funcionários envolvidos

Governo do Estado reforçou fiscalização e policiamento na orla

Empetur monitora impacto do episódio no fluxo turístico

Porto de Galinhas entrou no centro do debate público após a agressão a dois turistas no último fim de semana de 2025, episódio que levou à adoção de medidas emergenciais por parte da Prefeitura de Ipojuca e do Governo de Pernambuco. A repercussão do caso mobilizou órgãos de segurança, defesa do consumidor e turismo, além de provocar discussões sobre ordenamento da orla, fiscalização e impacto na imagem do destino.

Presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), Eduardo Loyo afirmou que situações de conflito envolvendo ambulantes e barraqueiros não são exclusivas do litoral pernambucano e ocorrem em praias de diferentes regiões do país. Segundo ele, em entrevista ao PodJá - o podcast do Jamildo, o ordenamento de praia é atribuição das prefeituras, com apoio do Estado em ações de fiscalização e segurança.

Loyo destacou que, apesar de divergências pontuais entre comerciantes e visitantes, episódios de violência não encontram respaldo. “Nada justifica agressão. Desentendimentos podem acontecer, mas partir para vias de fato não é aceitável”, afirmou. O dirigente também manifestou solidariedade às vítimas e ressaltou que o ocorrido não reflete a forma como Pernambuco recebe turistas.

Durante entrevista, que vai ao ar neste sábado (10), às 14h, Eduardo Loyo detalha as providências adotadas após o episódio e comenta os impactos imediatos no setor turístico. De acordo com ele, a agressão foi tratada como um fato isolado, embora tenha ampliado a atenção para práticas abusivas já registradas em outras praias do país.

Eduardo Loyo, presidente da Empetur

O presidente da Empetur citou reportagens recentes exibidas em rede nacional que abordaram cobranças indevidas em áreas litorâneas e reforçou que o problema exige atuação conjunta entre municípios, Estado e órgãos de fiscalização. “Consumação mínima não é permitida. A cobrança por cadeira ou guarda-sol pode ocorrer, desde que o consumidor seja informado previamente”, explicou.

Segundo Loyo, uma força-tarefa foi montada com participação do Procon e da Secretaria de Defesa Social (SDS) para intensificar a fiscalização na orla de Porto de Galinhas. O reforço no policiamento ostensivo também foi adotado para ampliar a sensação de segurança, especialmente após a repercussão do caso.

Fiscalização, investigação e impacto no turismo

A Prefeitura de Ipojuca interditou temporariamente a barraca envolvida na agressão pelo prazo de uma semana e determinou o afastamento preventivo dos funcionários que participaram da confusão. O episódio ocorreu no sábado (27/12), quando o casal de empresários Johnny Andrade Barbosa e Claiton Zanatta, de Mato Grosso, foi agredido após questionar uma cobrança considerada indevida pelo aluguel de cadeiras.

Eduardo Loyo

Além da interdição, a gestão municipal anunciou um pente-fino no cadastro de trabalhadores da orla. A Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas recebeu prazo de 15 dias para apresentar a relação atualizada de garçons vinculados a cada estabelecimento. A prefeitura também determinou a obrigatoriedade de exibir, nos cardápios, regras claras sobre preços e cobranças.

A Polícia Civil realizou operação para intimar barraqueiros a prestar depoimento. Segundo a governadora Raquel Lyra (PSD), 14 suspeitos já foram identificados pela inteligência da SDS. A chefe do Executivo estadual pediu desculpas públicas pelo ocorrido e participou de reunião com representantes do governo, forças de segurança e prefeitura para discutir medidas de prevenção.

Eduardo Loyo afirmou que, do ponto de vista do turismo, houve monitoramento imediato das vendas e das reservas. De acordo com ele, o setor trabalha com uma janela média de comercialização entre 90 e 100 dias, o que levou à avaliação de possíveis impactos futuros. “Houve cancelamentos pontuais, mas nada significativo até o momento”, disse.

O dirigente ressaltou que Porto de Galinhas mantém histórico de segurança para visitantes e que o episódio ganhou maior repercussão por ter ocorrido em sequência a outros fatos de violência. “Cabe agora desfazer essa imagem e apresentar a resposta que está sendo dada”, afirmou.