Cynara Maíra | Publicado em 23/01/2026, às 07h41 - Atualizado às 09h01
A governadora Raquel Lyra (PSD) publicou, por meio da Secretaria de Administração (SAD), o edital para a contratação da Organização Social (OS) que assumirá a gestão do Hospital Central de Paulista, antigo Hospital Nossa Senhora Aparecida. O aviso consta no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (21).
O processo seletivo escolherá a entidade responsável pelo gerenciamento, operacionalização e execução dos serviços de saúde da unidade, localizada na Vila Torres Galvão.
Raquel Lyra comprou o hospital em outubro de 2025 pelo valor de R$ 170 milhões, para servir como retaguarda para a rede de alta complexidade da Região Metropolitana do Recife (RMR), especialmente para desafogar o Hospital da Restauração (HR).
As instituições sem fins lucrativos interessadas têm até o dia 5 de fevereiro de 2026 para enviar suas propostas de trabalho. O contrato terá vigência inicial de dois anos, com renovação de até dez anos.
O governo estipulou um teto de R$ 125,8 milhões para o custeio do primeiro ano de funcionamento, período que contemplará o início da operação.
Quando a unidade atingir a capacidade plena, o valor anual passará para R$ 144,5 milhões. O Estado também repassará R$ 14,2 milhões para investimento inicial em equipamentos.
O Hospital Central de Paulista contará com 199 leitos no total, sendo 152 de enfermaria e 47 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com foco em referência em áreas como neurologia (clínica e cirúrgica), neurocirurgia, cirurgia vascular e pediatria.
A estrutura também oferecerá serviços de apoio diagnóstico, incluindo ressonância magnética, tomografia computadorizada e hemodinâmica, focada em casos complexos cardiovasculares e neurológicos.
A ideia é que o atendimento de urgência e emergência ocorra através do encaminhamento de pacientes pela regulação estadual.
A abertura do hospital ocorrerá em fases. A primeira etapa, de 30 dias, focará em organização administrativa. A segunda fase prevê o início de 60% a 80% da capacidade assistencial, até atingir 100% na terceira etapa.
Segundo a governadora, a unidade é peça-chave na estratégia de descentralização da saúde. "Estamos fazendo o maior investimento público da história da saúde de Pernambuco. Adquirimos um hospital em Paulista justamente para agilizar a reforma do Hospital da Restauração", afirmou Raquel Lyra na época da aquisição.
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