Raquel Lyra entrega requalificação de centro cirúrgico no Otávio de Freitas e anuncia reforma do Hospital da PM

Cynara Maíra | Publicado em 27/05/2026, às 08h25 - Atualizado às 09h03

Raquel Lyra, Priscila Krause e Zilda Cavalcanti inauguraram requalificação do Bloco Cirúrgico do Hospital Otávio de Freitas, no Recife - Yacy Ribeiro/SECOM
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No mesmo dia em que a oposição fez uma coletiva de imprensa com diversas críticas sobre os hospitais estaduais em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) entregou a requalificação do centro cirúrgico do Hospital Otávio de Freitas e anunciou uma reforma em mais de R$ 30 milhões no Hospital da Polícia Militar na terça-feira (26). 

Durante a inauguração, a chefe do Executivo detalhou que o novo bloco cirúrgico recebeu um aporte de R$ 300 mil e permitirá a realização de procedimentos de médio e grande porte, como cirurgias ortopédicas e urológicas por videolaparoscopia, mantendo o perfil de alta no mesmo dia.

 

 
 

 

Raquel ainda detalhou que houve investimento de mais de R$ 100 milhões em manutenção no complexo, incluindo reformas na UTI e no Centro de Imagem, além da construção de um novo anexo com 100 leitos previsto para inaugurar até fevereiro de 2027.

Além da agenda no HOF, a governadora autorizou a abertura de licitação para modernizar o Centro Médico Hospitalar da PMPE e do Corpo de Bombeiros, obra orçada em R$ 30,3 milhões. O projeto contempla a recuperação estrutural, substituição das redes elétrica e hidráulica, climatização, acessibilidade e restauro da fachada histórica do prédio. A situação da unidade de saúde era uma das principais críticas de representantes da Polícia Militar do Estado. 

Oposição alega colapso da saúde em Pernambuco

Os anúncios de Raquel Lyra ocorreram no mesmo dia em que os deputados do PSB Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto Filho apontaram um suposto colapso estrutural na rede pública após realizarem vistorias fiscalizatórias.

Os parlamentares alegaram que o governo reduziu em R$ 1,5 bilhão os investimentos na saúde, reduzindo a aplicação de 18% para 15%. A oposição afirmou que o estado perdeu 226 leitos na rede devido às desativações do Hospital de Retaguarda do Bongi e do Hospital Jesus Nazareno, em Caruaru.

O grupo também exibiu um documento oficial do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), emitido pela própria Secretaria de Saúde em 23 de fevereiro de 2026, que registra uma infestação de ratos no Hospital Agamenon Magalhães.

Segundo o relatório, fezes e urina de roedores caem do forro do teto diretamente sobre equipamentos médicos de suporte à vida, como ventiladores pulmonares e cardioversores. O grupo criticou o ritmo das entregas e relatou problemas de superlotação com pacientes dormindo no chão e elevadores quebrados nos hospitais Getúlio Vargas e da Restauração.

Secretaria de Saúde rebate alegações e afirmam "investimentos históricos"

Em nota de esclarecimento, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) rebateu os dados sobre a escassez de leitos e informou que abriu 670 novas vagas definitivas na rede pública de Pernambuco. O órgão esclareceu que as substituições nos hospitais mencionados ocorreram na mesma quantidade e perfil, sem provocar perdas no volume total de atendimento da rede de retaguarda.

A secretaria também acrescentou que o orçamento executado no setor expandiu 31,6% desde 2022, quando a receita anual era de R$ 8,67 bilhões. A pasta informou que mantém em andamento a construção de quatro maternidades regionais, de um novo hospital no município de Garanhuns e de novos centros de reabilitação para descentralizar a assistência médica no estado.

Após as declarações dos deputados estaduais, a Secretaria de Saúde afirmou que investiu a maior série histórica de recursos para a área, totalizando R$ 11,42 bilhões em 2025, e que o Hospital de Paulista deve começar a funcionar nas próximas semanas.

Saúde Raquel Lyra

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