Raquel Lyra não participa de anúncio da chapa Caiado-Kassab e mantém estratégia de neutralidade para eleição presidencial

Plantão Jamildo.com | Publicado em 30/06/2026, às 13h20

Gilberto Kassab e Raquel Lyra, no ato de filiação ao PSD - DIVULGAÇÃO
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Na corrida contra o tempo para realizar entregas antes de disputar a reeleição, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) é uma ausência confirmada no evento que oficializará o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) e reforça a estratégia adotada pela gestora de manter neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

O PSD convocou mandatários da legenda para um encontro nesta quarta-feira (1º), em Brasília, quando deverá anunciar formalmente a composição da chapa presidencial formada por Caiado e Kassab. Apesar da mobilização nacional do partido, Raquel Lyra não participará do evento.

A decisão ocorre poucos dias após Caiado cumprir agenda em Pernambuco, com compromissos no Recife e em Caruaru, principal base política da governadora. Durante a passagem pelo Estado, os dois não tiveram agenda conjunta. No dia seguinte, a governadora anunciou que entrou em contato com o presidente da legenda por telefone.

A posição da chefe do Executivo estadual está alinhada ao acordo firmado com Kassab, que concedeu liberdade para que os diretórios estaduais definam seus próprios posicionamentos na eleição presidencial. Em Pernambuco, Raquel tem evitado antecipar apoio a qualquer candidatura nacional e intensificado a agenda institucional ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cuja força eleitoral permanece relevante no Estado.

Na segunda-feira (29), em entrevista ao UOL, a governadora afirmou que sua prioridade segue sendo a administração estadual e destacou a autonomia concedida pelo partido.

"Meu foco é Pernambuco, as candidaturas presidenciais vão se apresentar, eu tenho a liberdade no PSD de escolher o nosso caminho aqui em Pernambuco, respeitando a trajetória de Ronaldo Caiado, mas construímos um caminho de autonomia e independência", declarou.

A definição da chapa presidencial do PSD ocorre após semanas de negociações conduzidas por Kassab. Inicialmente, o dirigente buscou atrair outras legendas para compor uma aliança, avaliando que uma coligação poderia ampliar o tempo de propaganda eleitoral, o acesso ao fundo eleitoral e o capital político da candidatura.

Entre as articulações esteve uma tentativa de aproximação com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). As conversas, no entanto, não avançaram porque nem Caiado nem Zema aceitaram a possibilidade de disputar a eleição na condição de vice, segundo relatos de auxiliares dos dois pré-candidatos.

Também houve tratativas com a federação formada por União Brasil e PP, que ainda enfrenta divergências internas sobre qual candidatura presidencial apoiar. Sem consenso para ampliar a coligação, o PSD optou por lançar uma chapa exclusivamente formada por integrantes da legenda.

Há cerca de um mês, Kassab já havia manifestado publicamente disposição para ocupar a vaga de vice-presidente. Em publicação nas redes sociais, afirmou que a sugestão partiu dos ex-senadores Heráclito Fortes, presidente do conselho político do PSD, e Jorge Bornhausen, embora ressaltasse, na ocasião, que a definição dependeria de entendimentos internos e externos ao partido.

Raquel Lyra Eleições 2026

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