Otávio Gaudêncio | Publicado em 16/03/2026, às 08h32 - Atualizado às 09h54
O Partido Social Democrático (PSD) deverá anunciar, nesta semana, as filiações de seis deputados estaduais.
Dos novos nomes, está o agora ex-aliado de João Campos (PSB), Aglailson Victor, que deixará o Partido Socialista Brasileiro. Também está presente na lista o nome da líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Socorro Pimentel, que, assim como Romero Sales Filho, deixa o União Brasil e se junta à legenda da governadora Raquel Lyra (PSD).
De saída do Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB), os deputados Izaias Régis e Débora Almeida seguem o mesmo destino de Joãozinho Tenório (PRD), o PSD.
Presidente da sigla no estado, Lyra busca conquistar espaço na Alepe, na qual o PSD não possui representantes.
Além da fortificação no Legislativo estadual, a sigla também visa ampliar a representação na Câmara Nacional por Pernambuco, com as possíveis filiações de Mendonça Filho (União), aliado de Raquel, e Guilherme Uchôa (PSB), que é visto constantemente com a governadora em eventos do governo.
No fim do último ano, em novembro, o deputado federal por Pernambuco Fernando Monteiro se filiou ao PSD, tornando-se, até então, o único representante da legenda de Pernambuco na Casa.
As movimentações do PSD em Pernambuco ocorrem em meio à segunda semana da janela partidária para os deputados federais, estaduais e distritais.
Dada como aberta na quinta-feira (5), o período beneficia, neste ano, somente os deputados e vai até o dia 3 de abril.
Como as figuras dos deputados são eleitas por meio do sistema proporcional, a Justiça Eleitoral entende que a vaga pertence ao partido. Por isso, os parlamentares desta modalidade só podem trocar de siglas durante a janela e com a apresentação de justa causa sobre o desligamento da atual legenda.
Além do período da janela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece outras três situações de justa causa para a desfiliação sem perda de mandato: mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e anuência do partido (conforme a Emenda Constitucional nº 111/2021).
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