Dani Portela diz que, apesar de muitos petistas analisarem a aliança como ruim, a probabilidade de renovação da federação é real, devido ao interesse de Lula
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 14/03/2026, às 09h27 - Atualizado às 10h35
Em entrevista ao podcast do Jamildo.com, a deputada estadual Dani Portela criticou o modelo de federações partidárias adotado pelo Partido dos Trabalhadores.
Segundo a parlamentar, parte da militância avalia que a federação com Partido Comunista do Brasil e Partido Verde não trouxe benefícios políticos ao PT.
Dani Portela também apontou que o modelo reduz as chances de renovação política ao limitar o número de candidaturas possíveis.
A deputada destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a manutenção e até ampliação da federação com outras siglas da esquerda.
Em entrevista ao PodJá, o podcast do site Jamildo.com, a deputada estadual e recém-filiada ao Partido dos Trabalhadores Dani Portela teceu críticas ao modelo de federações, no qual o PT está inserido.
"Muitas pessoas da militância do PT não analisam a federação como um instrumento que tenha sido bom para o PT", afirmou,
De acordo com a parlamentar, a expressividade política da sigla faz com que alianças com a legenda atraiam partidos menores que buscam ganhar bancada, mas que não revertem apoio suficiente ao PT.
"Há um sentimento de que a federação não foi boa para o PT e que podia não ser renovada", contestou.
Porém, o impasse fica quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, segundo Portela, defende a federação e quer ampliar a aliança, convidando partidos como o PSOL, REDE e o PDT.
"Lula, eu acho que ele queria uma grande federação, uma grande união de partidos, a exemplo de outros países que fizeram meio que uma frente de esquerda. Então a probabilidade de renovar essa federação é real, com o PV e o PCdoB", afirmou.
Para Dani, a federação "diminui a chance de renovação na política", no sentido de dificultar a eleição de novos nomes.
Ela argumenta que, antes, cada partido lançava 49 candidatos, ou seja, eram 147 nomes diferentes que concorriam ao cargo somente entre os três partidos agora federados, porém, com a federação, as legendas se restringem a 49 candidaturas conjuntas.
De acordo com a parlamentar, o modelo antigo possibilitava o lançamento de candidatos menos frequentes no ambiente político, "como eu, que ninguém conhecia e na primeira vez que disputei tive quase 200 mil votos e fiquei em terceiro lugar. Se fosse nesse modelo, eu teria sido candidata?", questionou.
"Isso faz com que as pessoas que já têm mandato tenham mais chance de continuar. Eu acho que a federação diminui um pouco a renovação, que é tão importante para a oxigenação na política", declarou.
A entrevista completa está disponível no canal do YouTube Jamildo Melo.
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