Plantão Jamildo.com | Publicado em 10/02/2026, às 15h35
O líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Cayo Albino (PSB), cobrou nesta terça-feira (10) o cumprimento do cronograma de entrega das creches anunciadas pelo Governo do Estado. Segundo ele, a data marcava o prazo previsto para conclusão do primeiro lote de 51 unidades.
Da tribuna, o parlamentar afirmou que, até o momento, menos de 4% das creches previstas nesse primeiro grupo foram entregues. Ao considerar o total de 250 unidades prometidas, o percentual, segundo ele, cairia para 0,8%. “O tempo de promessas acabou”, declarou.
Foram duas creches entregues pelo governo estadual. A primeira, em Igarassu, no final de 2025 e a segunda na última sexta (6), em Caruaru.
Albino também questionou o número de 60 mil vagas anunciadas pelo Executivo. De acordo com o deputado, nenhuma das vagas estaria em funcionamento até agora. "Sempre que se fala alguma coisa, a governadora tenta terceirizar a culpa, terceirizar para os prefeitos e prefeitas, terceirizar para essa casa, falar do recurso", avaliou Albino.
O deputado mencionou ainda a aprovação, pela Alepe, de mais de R$ 13 bilhões em operações de crédito ao longo do mandato. Segundo ele, cerca de R$ 3 bilhões teriam sido executados até o momento. “A culpa é de quem está no governo e não consegue fazer a capacidade de entrega que prometeu”, afirmou.
A oposição informou que continuará cobrando informações sobre o andamento das obras e a execução dos recursos.
Em declarações no final de 2025, a governadora Raquel Lyra (PSD) reconheceu a baixa produtividade, mas afirmou que o programa está em fase de expansão.
Ela destacou que o projeto integra o programa Juntos pela Educação e prevê investimento de R$ 1 bilhão. “Não é fácil construir 250 creches, é R$ 1 bilhão de reais de investimento espalhado pelo Estado todinho”, disse. Segundo a governadora, novas unidades serão entregues gradualmente.
Raquel argumentou que a execução envolve etapas como elaboração e adaptação de projetos, desapropriações e mobilização de empresas. Também mencionou dificuldades enfrentadas em alguns municípios para a disponibilização de terrenos.
De acordo com a chefe do Executivo, cada creche terá capacidade para atender entre 350 e 360 crianças, com estrutura que inclui mobiliário, parque infantil, cozinha industrial e climatização. O Estado também assumirá o custeio do primeiro ano de funcionamento.
Ao defender o programa, Raquel associou a ampliação de vagas ao impacto social. “Quando a gente bota uma criança na escola, a gente coloca uma mãe podendo trabalhar”, afirmou, ao relacionar a medida à autonomia financeira das mulheres.
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