Jamildo Melo | Publicado em 23/03/2026, às 09h27 - Atualizado às 10h06
Na semana passada, na esteira das definições sobre as chapas majoritárias, perto do fim da janela partidária, nos bastidores políticos locais era quase unanimidade o desfecho da relação do PP com o governo Raquel Lyra.
A maior parte dos comentários gira em torno de um ineditismo: jamais o deputado federal Eduardo da Fonte, sempre apontado como pragmático, havia levado um revés deste tamanho e natureza, sendo enxotado do governo do Estado.
Na semana anterior, o site Jamildo.com já havia registrado que os aliados da governadora Raquel Lyra já esperavam a entrega de cargos, depois da especulada aproximação do PP com o palanque de João Campos. As entregas não aconteceram. E as degolas saíram no Diário Oficial logo depois.
O PP contava com cargos em vários órgãos, inclusive Detran. Ainda nesta semana, na terça-feira (17), Raquel Lyra decidiu exonerar os dirigentes Plínio Pimentel (Lafepe), Bruno Rodrigues (Ceasa) e Paulo Nery (Porto do Recife), todos indicados pelo PP. Porém, o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba, não foi exonerado, apesar de ser aliado de Dudu, devido a uma possível filiação ao PSDB, partido que voltou a integrar o entorno do governo.
Entretanto, uma voz dissonante, entre os aliados palacianos, viu uma suposta jogada do pragmático Eduardo Fonte.
"Isto tudo foi de caso pensando com o PSB, o que dá para perceber com a entrada de Gleide Ângelo (saindo do PSB) no partido dele (PP)", explica a fonte, referindo-se a uma das maiores puxadoras de voto dos socialistas.
"Além disto, tem a questão da divisão do fundo partidário com os aliados que iriam formar a chapa deles. Sabia-se que haveria defecções. Se eles deixam o partido (para ficar com Raquel), ele não terá mais a obrigação de ajudá-los. Sobra mais fundo partidário para ele e o filho", arremata. Teria sido isto? Vá saber...
Como a política é dinâmica, Eduardo da Fonte tem sua força, com a ajuda dos prefeitos que formam seu grupo. O que interessa ao pré-candidato João Campos, mesmo com a indefinição da aprovação da Federação Progressista, uniria União Brasil (de Miguel Coelho, que pulou para o lado de Raquel) e PP. Não teve casamento, nem namoro restou, foi cada um para um lado. Segue o baile
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