Otávio Gaudêncio | Publicado em 09/02/2026, às 06h56 - Atualizado às 08h10
Na 60º edição do Baile Municipal do Recife, no sábado (7), o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, defendeu que a federação entre sua legenda e o partido Progressistas devem agir em convergência com o projeto político do prefeito João Campos (PSB).
“Tenho certeza. Tenho trabalhado muito nisso desde o início. Essa parceria começou em 2023, quando a gente trouxe o apoio ao prefeito João Campos em 2024, e também recebemos esse apoio em Petrolina”, declarou.
Coelho afirmou que a direção nacional do União Brasil está ciente e apoia a movimentação, além de ressaltar que desacordos internos fazem parte da atuação política.
Questionado sobre manter possíveis conversas com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), João Campos dispara "O nosso time está aqui presente". Em declaração ao Blog Ponto de Vista PE, o socialista afirmou que "Eduardo da Fonte estará com Raquel, e Miguel com o nosso time".
Na ocasião, Silvio Costa Filho (Republicanos) e Marília Arraes (Solidariedade), também concorrentes ao senado, acompanhavam o prefeito no evento.
Miguel Coelho afirmou ainda que para o União Brasil, a prioridade no ano de 2026 é vencer a disputa pelo Senado, mas, considerando o aliado. “É óbvio que a gente não quer atropelar o PP. A gente quer convergir com o PP. A federação existe para somar forças e nos tornar mais fortes”, disse.
“Se PP e União tiverem candidatos ao Senado, é natural que a federação queira ocupar os espaços. Se houver apenas uma vaga, o União também vai defender o seu espaço”, pontuou e se pôs à disposição.
Quanto à composição final da chapa, Coelho prefere esperar e seguir o calendário político.
Eduardo da Fonte, que é presidente estadual do Progressistas e da federação PP-UB, já detalhou que as prioridades da federação para o ano eleitoral envolvem eleger de 17 a 20 deputados estaduais, de oito a dez deputados federais e um senador.
Segund0 o deputado, a executiva nacional da aliança partidária definiu que as candidaturas ao Senado serão definidas com base nas maiorias partidárias em cada estado.
Ele também afirmou que Pernambuco é um dos nove estados que o PP tem maioria na composição da federação, o que daria à sigla a prioridade na indicação de um membro ao Senado.
Miguel Coelho defendeu que o cenário é algo natural do processo político e negou a existência de clima de tensão ou confronto político.
Coelho disse ainda que a formação de maioria no diretório estadual não é suficiente. “No que diz respeito às candidaturas majoritárias e proporcionais estaduais, não adianta ser cinco a dois ou seis a um. Tem que ser por unanimidade. Se não houver consenso, a decisão sobe para a nacional, que é a cláusula prevista para que a gente possa registrar a chapa”, explicou.
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