Kari Santos cobra posição da direita sobre fim da escala 6x1 na Câmara do Recife

Plantão Jamildo.com | Publicado em 26/05/2026, às 17h29

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A vereadora do Recife Kari Santos (PT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal, nesta terça-feira (26), para defender o debate sobre o fim da escala 6x1 e cobrar posicionamento de parlamentares da direita sobre o adiamento da votação da proposta no Congresso Nacional.

Durante o pronunciamento, a parlamentar, que é pré-candidata à deputada federal, afirmou que temas discutidos em Brasília têm impacto direto na rotina dos trabalhadores nos municípios e, por isso, precisam ser acompanhados também pelas casas legislativas locais.

Segundo Kari, a discussão sobre redução da jornada de trabalho e garantia de mais tempo de descanso não deve ser tratada como um assunto distante da realidade da população. A vereadora destacou que trabalhadores do Recife, principalmente dos setores de comércio, serviços e telemarketing, convivem diariamente com jornadas consideradas desgastantes no modelo de seis dias de trabalho para um de folga.

No discurso, a parlamentar também citou a doceria Delikata, apontada por ela como a primeira empresa da capital pernambucana a adotar oficialmente a escala 5x2 no lugar da 6x1. Para Kari Santos, iniciativas do setor privado mostram que o debate sobre jornada de trabalho vem ganhando espaço fora do ambiente político.

A vereadora ainda direcionou críticas aos parlamentares que, segundo ela, evitam se posicionar sobre o tema. “Quero saber qual é a opinião dos vereadores da extrema direita aqui da Câmara do Recife sobre a escala 6x1 e sobre o adiamento dessa votação. Porque quando o assunto é a vida do trabalhador, não dá para se esconder”, declarou.

O adiamento da análise da proposta ocorre em meio às negociações conduzidas no Congresso Nacional. Setores da oposição e partidos do Centrão defendem alterações no texto, entre elas a criação de uma regra de transição que pode chegar a dez anos para a implementação do fim da escala 6x1.

Durante a fala, Kari Santos também defendeu que a redução da jornada de trabalho aconteça sem diminuição salarial. Segundo a parlamentar, o debate envolve questões relacionadas à saúde mental, convivência familiar e qualidade de vida dos trabalhadores.

A discussão sobre mudanças na jornada ganhou força nas últimas semanas após articulações entre governo federal, Câmara dos Deputados e representantes do setor produtivo em torno da proposta que prevê redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado.

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