Gilson Machado culpa o PL sobre mudança de pré-candidato a senador para deputado federal

Cynara Maíra | Publicado em 24/06/2026, às 10h21 - Atualizado às 11h12

Gilson Machado e Anderson Ferreira - Reprodução
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O ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro Gilson Machado Neto (Podemos) confirmou aos seus seguidores nas redes sociais o motivo para sua pré-candidatura a deputado federal, em vez de sair ao Senado como defendia em 2025. 

Ao responder uma caixinha de perguntas nos stories na terça-feira (23), Gilson afirmou que tinha a oportunidade de concorrer à vaga por escolha direta do ex-presidente, mas a antiga legenda barrou o projeto. Em vídeo gravado em frente a uma fogueira, o político disse que a direção do partido não encampou a vontade da maioria do povo pernambucano.

"Dessa vez a minha missão é vir deputado federal. Tive a oportunidade de vir candidato ao Senado, quando o presidente Bolsonaro escolheu, mas infelizmente o partido que eu estava não quis encampar essa vontade do presidente", relatou Gilson Machado Neto.

A declaração confirmou diversas falas do meio político sobre os atritos entre Gilson Machado Neto e o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, que competiam pela vaga ao Senado e eram de dois lados distintos do Partido Liberal.

Anderson é mais próximo do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, já Gilson Machado era do grupo ideológico mais vinculado com o próprio ex-presidente Bolsonaro.

O auge do racha ocorreu quando Gilson se autodeclarou o candidato oficial de Bolsonaro ao Senado em Pernambuco. O atrito ocorreu porque Anderson Ferreira defendia a postulação ao mesmo cargo por meio dos ritos internos da executiva estadual, regras que o favoreciam por comandar a sigla no estado.

A disputa interna isolou o ex-ministro, que perdeu o comando do diretório do PL no Recife após decisões chanceladas pela executiva nacional. O impasse levou Gilson a migrar para o Podemos, legenda presidida em Pernambuco por Marcelo Gouveia e que integra a base da governadora Raquel Lyra (PSD).

A saída gerou reações duras de Anderson Ferreira, que chamou o ex-correligionário de "desertor" por ingressar em um partido com ministérios no Governo Federal. O dirigente do PL estadual também chegou a declarar que a candidatura de Gilson à Prefeitura do Recife foi um erro de autopromoção e que o sanfoneiro não entendia de política.

Recentemente, Gilson rebateu as críticas e contestou rumores de articulações do PL de lançar uma candidatura própria de direita ao Governo do Estado nesta altura do calendário. O ex-ministro classificou o movimento como uma estratégia que serviria apenas como "fantoche" para beneficiar a postulação do ex-prefeito João Campos (PSB).

PL Gilson Machado

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