Anderson Ferreira chama Gilson Machado de "desertor que traiu Flávio Bolsonaro" e Gilson Filho responde

Após Gilson Machado sair do PL, Anderson Ferreira criticou o ex-correligionário logo após entrada do ex-ministro no Podemos

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 23/02/2026, às 07h52 - Atualizado às 08h23

Apesar de saída de Gilson do PL, atritos entre Anderson e ex-ministro do Turismo continuam com farpas públicas
Apesar de saída de Gilson do PL, atritos entre Anderson e ex-ministro do Turismo continuam com farpas públicas

O presidente do PL-PE, Anderson Ferreira, criticou duramente o ex-ministro Gilson Machado, chamando-o de "desertor" após sua saída para o Podemos.

Durante evento em Petrolina, Anderson afirmou que Gilson traiu Flávio Bolsonaro e perdeu a propriedade de falar em nome da direita por se filiar a um partido ligado ao governo Lula.

O racha no PL-PE envolve a disputa pela candidatura ao Senado em 2026, cargo que tanto Anderson quanto Gilson almejam.

Anderson Ferreira classificou como um "erro político" a candidatura de Gilson à Prefeitura do Recife em 2024, alegando que o ex-ministro buscou apenas "autopromoção".

Em resposta, Gilson Filho declarou que a mudança para o Podemos foi uma estratégia conjunta com Flávio Bolsonaro para garantir palanques favoráveis ao senador em Pernambuco.

Apesar da saída de aliados, Anderson Ferreira sinalizou que manterá sua candidatura ao Senado de forma independente, sem endossar uma chapa estadual específica até o momento.

Após o ex-ministro do Turismo de Bolsonaro Gilson Machado sair do Partido Liberal (PL) para o Podemos de Marcelo Gouveia, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, teceu críticas ao ex-correligionário. 

Anderson chamou Gilson de "desertor que traiu Flávio Bolsonaro" ao falar sobre o comunicado de desligamento do político do PL. As falas ocorreram em Petrolina durante o ato de filiação do jornalista Carlos Britto no Partido Liberal. A jornalista Lara Cavalcanti também lançou na ocasião sua candidatura para deputada estadual. 

Gilson não tem a propriedade de falar em nome do PL, até porque ele é um desertor. Ele foi para um partido, o Podemos, que é ligado ao ministério de Lula e com deputados que apoiam Lula. Gilson vai fazer lá movimentos para eleger deputados que votam em Lula. Portanto, não tem propriedade para falar da direita em Pernambuco, especialmente do nosso partido”, declarou em entrevista ao Eleição Brasil Sertão, durante sua passagem por Petrolina. 

O presidente do PL-PE afirmou que Gilson "em minutos refez a sua leitura política" ao desistir de disputar o Senado após diversas insistências. A briga pelo Senado era um dos novos pontos de tensão entre os políticos, já que Anderson também almeja a candidatura.  

Anderson ainda disse que "não dá para um sanfoneiro que nunca foi político vir dar pitaco no que ele não entende". 

O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes afirmou que foi um erro político a candidatura de Gilson para Prefeitura do Recife. "João tinha 80% de aprovação, e o Gilson quis, por autopromoção, se autointitular candidato, sem ter musculatura política para isso”, relatou, ao defender que a candidatura do PL, na época, deveria ser de seu irmão, André Ferreira. 

Em resposta, o filho do ex-ministro, Gilson Filho, afirmou que o pai seria "o principal aliado de Bolsonaro em Pernambuco" e declarou que "infelizmente o PL em Pernambuco não apoia Flávio e não respeita as decisões do presidente Bolsonaro. Diante disso, ele, juntamente com o próprio Flávio, decidiu ir para outro partido para levar essa legenda a apoiar Flávio em Pernambuco". 

O site Jamildo.com questionou Gilson Machado sobre as falas de Anderson Ferreira, caso haja uma resposta, essa matéria será atualizada. 

Apesar de especulações sobre uma mudança de rota após a saída de Mano Medeiros do PL, Anderson deu a entender que manterá a candidatura ao Senado de maneira independente, sem endosso a uma chapa estadual.