Anderson Ferreira cobra posicionamento de Raquel Lyra para eventual aliança: "precisa escolher um lado"

Dirigente do PL e pré-candidato ao Senado afirma que eventual aliança em 2026 depende de posicionamento da governadora em favor de Flávio Bolsonaro

Plantão Jamildo.com

por Plantão Jamildo.com

Publicado em 10/02/2026, às 16h19

Imagem Anderson Ferreira cobra posicionamento de Raquel Lyra para eventual aliança: "precisa escolher um lado"

Anderson condiciona apoio do PL a Raquel em 2026.

Dirigente cobra posicionamento nacional da governadora.

PL defende representação do eleitorado de direita na chapa.

Partido mantém diálogo, mas sinaliza exigências para aliança.

Após a conversa de Raquel Lyra (PSD) e o presidente Lula (PT) vir à público sobre um possível apoio, Anderson Ferreira, afirmou em entrevista nesta terça (10), que o eventual apoio do PL à reeleição da governadora dependerá de um posicionamento público dela em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Eu não teria dificuldade de apoiar Raquel se ela declarasse o apoio ao Flávio Bolsonaro”, disse. Para ele, a governadora precisará assumir um lado no cenário nacional. “Eu não acredito que a governadora vai para uma eleição sem declarar apoio ao presidente da República, tentando flertar com os dois lados.” A tática, apesar de condenada, é tida como bem-sucedida. Em 2022, Raquel Lyra ficou fora da polarização e recebeu votos de eleitores de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

Anderson avaliou que a indefinição pode trazer impacto eleitoral. “O eleitor pernambucano exigirá, sim, posicionamento político dessas lideranças, principalmente de quem está no exercício do governo”, afirmou. Segundo ele, “político que não se posiciona não é digno de receber o voto da população”.

O dirigente também afirmou que não vê disputa estadual dissociada do cenário nacional. “Eu não acredito em eleição sem definição nacional. O político precisa escolher um lado”, declarou.

Ao comentar a movimentação de outras legendas, Anderson afirmou que PT e PSB estariam alinhados. “Hoje a gente vê que o PT está muito alinhado com o PSB. O vice-presidente da República é do PSB. Esse jogo está jogado. O PT vai apoiar João Campos”, disse. Em seguida, questionou o espaço político da governadora nesse contexto: “E a Raquel vai ficar em que condição? Sendo a segunda opção do PT em Pernambuco?”.

Pressão e diálogo

Apesar das críticas, Anderson declarou manter interlocução com a chefe do Executivo estadual. “Eu, de maneira alguma, fecho a questão de diálogo. Existe diálogo, sim, com a governadora”, afirmou. Ele acrescentou que espera “um olhar especial para o eleitor de direita”.

Com a disputa pelo governo estadual cristalizada entre João Campos e Raquel Lyra, nenhum outro nome ganha força no estado para a competição. No campo da direita, Eduardo Moura (Novo) tem 5% das intenções de votos, segundo a última pesquisa Datafolha. Apesar da surpresa positiva, aliados do vereador recifense preferem que o ex-apresentador dispute um mandato 'certo' na Câmara Federal.

O presidente do PL atribuiu ao eleitorado conservador papel decisivo na vitória de Raquel Lyra no segundo turno de 2022. “Foi esse eleitor de direita que a conduziu ao governo de Pernambuco”, declarou. Segundo ele, a direita deverá buscar espaço na composição majoritária. “A direita vai querer, sim, ser representada dentro da chapa.”

Ao final, adotou tom de cautela sobre a definição das alianças. “Tem muito chão pela frente, muito tempo ainda para definir essas chapas”, disse.