Otávio Gaudêncio | Publicado em 01/04/2026, às 07h11
Na reunião plenária da Câmara dos Vereadores do Recife da última terça-feira (31), os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei Executivo (PLE) nº 3/2026, de autoria do prefeito João Campos (PSB), que trata sobre o reajuste salarial dos servidores e empregados públicos da Administração Indireta e Direta do Município.
Com parte dos servidores presente nas galerias e protestando, a Casa deu aval à pauta pelo placar de 23 votos favoráveis frente a 11 contrários.
A votação, no entanto, abordou as 433 emendas recebidas de modo agrupado, o que gerou discussão na Câmara. Do total, nove propostas foram aprovadas anteriormente nas comissões da Casa, com a aplicação de subemendas, além de duas do próprio Executivo.
O líder governista no pleno e líder da Comissão de Finanças, Samuel Salazar (MDB), justificou que todas as emendas reprovadas extrapolavam o limite da competência do vereador de propor as emendas.
"Fiz subemendas para tentar salvar algumas emendas, colocando uma condicionante de "poderá" e não "deverá", colocando a possibilidade caso haja disponibilidade orçamentária", disse Salazar.
"O próprio projeto do João Campos não tem dotação orçamentária... O próprio projeto também vai contra lei e não pode ser votado. Essa sessão tem que ser anulada", defendeu Thiago Medina (PL).
No plenário, a votação das propostas seguiu de maneira agrupada, a pedido do vereador Eduardo Mota (PSB) e após votação no pleno. A solicitação do socialista venceu por 20 votos a 13.
Por outro lado, parlamentares como Eduardo Moura (Novo), Felipe Alecrim (Novo), Luana Cirne (PT) e Thiago Medina protestaram.
"Não sou da oposição e vou votar contra. Essa deliberação prejudica o debate", disse a petista.
"Nosso mandato apresentou dezenas de emendas... Cada emenda dessa representa a vida de um servidor que tá sendo debatido aqui", afirmou o líder da oposição na Câmara, Felipe Alecrim.
"As emendas fazem parte do projeto", afirmou o presidente da Câmara, Romerinho Jatobá (PSB), alegando que o regimento da Casa prevê que a "preposição será discutida em conjunto, inclusive com as emendas, se houver".
Definido o modelo de votação, a discussão da pauta foi feita por quatro vereadores, sendo dois contra (Eduardo Moura e Thiago Medina) e dois a favor (Samuel Salazar e Rinaldo Junior (PSB)).
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