Plantão Jamildo.com | Publicado em 01/06/2026, às 15h58 - Atualizado às 16h04
A discussão sobre a vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ganhou novos capítulos dentro da Federação União Progressista. O deputado estadual Claudiano Martins (PP), o vereador do Recife Alef Collins (PP) e o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Pedro Freitas (PP), defenderam que a definição do nome que representará o grupo na disputa de 2026 seja feita de forma coletiva pela executiva da federação.
O posicionamento ocorre após declarações do ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho (União Brasil), que admitiu a possibilidade de disputar uma vaga na Casa Alta mesmo fora da composição majoritária encabeçada por Raquel Lyra. Em entrevista à TV Nova, Miguel argumentou que a União Progressista possui força política suficiente para apresentar mais de uma candidatura ao Senado.
Diante do cenário, Claudiano Martins e Alef Collins encaminharam ao presidente estadual da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), um pedido para convocação da executiva com o objetivo de discutir a composição da chapa e definir o nome que representará o grupo na disputa senatorial.
Segundo Claudiano, a escolha deve ocorrer por meio do diálogo entre todas as correntes que integram a federação, preservando a unidade política construída em torno do projeto eleitoral liderado pela governadora.
“Estamos ao lado da governadora Raquel Lyra e escolheremos, em conjunto com todos que integram a Federação União Progressista, o candidato ao Senado na chapa majoritária. Não aceitaremos candidatura avulsa nem projeto independente. Essa é uma decisão que precisa ser tomada de forma coletiva”, afirmou o parlamentar.
Na mesma linha, Alef Collins argumentou que a vaga ao Senado pertence ao conjunto da federação e que qualquer definição deve ocorrer dentro das instâncias partidárias.
“A Federação União Progressista é um projeto construído com diálogo, compromisso e unidade. Não aceitaremos candidatura avulsa nem iniciativas individuais para uma vaga que pertence ao conjunto da Federação. A definição do candidato ao Senado deve acontecer dentro da executiva, com a participação de todos os que fazem parte desse projeto”, declarou o vereador.
O posicionamento foi reforçado pelo presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que também defendeu a convocação de uma reunião da executiva para tratar da escolha do candidato ao Senado.
Para o gestor municipal, a federação reúne representatividade política suficiente para conduzir internamente a definição da candidatura, sem decisões isoladas.
“A União Progressista tem tamanho, representação e legitimidade para decidir seus rumos de forma coletiva. A candidatura ao Senado deve ser definida pela Federação. Não há espaço para candidatura avulsa ou decisões individuais em um tema tão importante”, afirmou Pedro Freitas.
A definição das vagas ao Senado tem se consolidado como uma das principais discussões dentro da base política da governadora Raquel Lyra. Entre os nomes colocados para a disputa estão o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), ambos apontados como possíveis representantes da Federação União Progressista na chapa majoritária.
No entorno da governadora, também é citado o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), que passou a integrar o partido em abril e tem participado com frequência de agendas ao lado de Raquel Lyra.
Outro nome que aparece nas articulações é o do senador Fernando Dueire (PSD). Embora seja tratado como peça importante no projeto governista para 2026, ainda não há definição sobre qual posição poderá ocupar na futura composição, seja concorrendo à reeleição ao Senado ou em uma eventual candidatura a vice-governador.
As especulações ganharam força no último sábado (30), durante a abertura do São João de Caruaru, quando Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause (PSD), Miguel Coelho e Túlio Gadêlha apareceram juntos em imagens compartilhadas nas redes sociais.
Apesar das movimentações nos bastidores, a governadora tem evitado tratar publicamente da formação da chapa e afirma que as definições eleitorais serão discutidas no momento oportuno.
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