O que acontece com Priscila Krause, se não estiver na chapa de Raquel?

Especialistas em direito eleitoral detalham como fica a situação jurídica da vice-governadora Priscila Krause, parceira de primeira hora de Raquel

Jamildo Melo

por Jamildo Melo

Publicado em 24/02/2026, às 07h42 - Atualizado às 07h54

Priscila Krause e Raquel Lyra, no palácio do Campo das Princesas
Eleita vice-governadora de Pernambuco em 2022, Priscila Krause é a segunda mulher a ocupar o cargo, depois de Luciana Santos - Divulgação/SEI

Aliada de Raquel Lyra, Priscila Krause pode não ser mantida como candidata a vice na chapa de 2026, caso a vaga seja usada para ampliar alianças.

Nos bastidores, ela é cotada para disputar mandato de deputada estadual ou federal.

Segundo advogados ouvidos pelo Jamildo.com, não precisará renunciar ao cargo para concorrer e pode permanecer vice até dezembro de 2026.

Também poderá mudar de partido dentro do prazo legal, sem perder o mandato.

O principal cuidado jurídico é evitar assumir o Governo nos seis meses antes da eleição, para não ficar inelegível.

Fiel aliada de Raquel Lyra (PSD), a vice-governadora Priscila Krause pode não ser candidata à reeleição na chapa da governadora. Nos bastidores da política local, se especula que Raquel possa usar a vaga para acomodar alguma aliança.

Assim, restaria Priscila ser candidata a deputada estadual ou federal, em 2026.

A possibilidade levantou dúvidas sobre como ficaria a situação jurídica da vice-governadora, levando o Jamildo.com a procurar advogados eleitorais para esclarecer as dúvidas.

O primeiro apontamento é que, mesmo que seja preterida na chapa de Raquel, não sendo candidata à reeleição em 2026, Priscila não precisará renunciar ao cargo de vice-governadora, em abril, para disputar outro cargo.

Assim, Priscila terá garantido o cargo e a estrutura de vice-governadora até 31 de dezembro de 2026.

Segundo os advogados ouvidos, Priscila pode disputar, no cargo de vice-governadora, um mandato de deputada estadual ou federal.

Também poderá mudar de partido, até o prazo máximo de filiação para disputar as eleições em abril, sem risco de perder o mandado de vice-governadora. No entanto, nos bastidores, se aponta que, caso seja candidata a deputada, disputará pelo PSD.

O principal cuidado jurídico para Priscila, apontam os juristas, é que, quando Raquel se ausentar do Estado a partir de abril, Priscila precisará se ausentar também, para não assumir a titulatidade do Poder Executivo.

Caso Priscila assuma como governadora interina antes de seis meses da eleição, ficará inelegível, apontam os advogados.

Após a eleição, Priscila pode voltar a substituir Raquel até 31 de dezembro normalmente, acrescentam os advogados.

Caso seja eleita deputada, Priscila assumirá o mandato em 1° de fevereiro de 2027.

Priscila Krause é jornalista. Eleita vice-governadora de Pernambuco em 2022, é a segunda mulher a ocupar o cargo, depois de Luciana Santos.

Foi vereadora do Recife e deputada estadual por Pernambuco, sempre fazendo oposição às gestões do PT e PSB. É filha do ex-governador de Pernambuco e ex-prefeito do Recife, Gustavo Krause.