Plantão Jamildo.com | Publicado em 27/02/2026, às 18h18
Aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) avaliam que não deve avançar a possibilidade de alinhamento com o PL em Pernambuco, conforme anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a formação de palanques estaduais para a disputa presidencial, após o discurso da governadora no congresso de vereadores, na quinta-feira (26).
No discurso aos parlamentares municipais, Raquel disse que o diálogo entre Pernambuco e o Palácio do Planalto voltou à normalidade durante sua gestão e declarou, ainda, que Lula "acredita e confia" em sua gestão. Entre os exemplos de parceria, citou o acordo de indenização para os prédios caixão e a duplicação da BR-232.
As notas, reveladas pela Folha de S.Paulo e repercutidas pelo Jamildo.com, indicam que, no Estado, o único nome cogitado pelo PL para o governo seria o de Raquel, que deve disputar a reeleição.
Reservada ao tratar do cenário eleitoral, a governadora não comentou diretamente o assunto e sai pela tangente. "Agora é hora de cuidar do povo", diz, repetidamente, ao ser questionada sobre as eleições de outubro.
Integrantes de seu grupo político, no entanto, afirmam que a proposta não deve prosperar. Raquel mantém contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu o segundo turno de 2022 em Pernambuco com 67% dos votos, ante 33% de Jair Bolsonaro (PL).
No campo adversário, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como principal oponente à candidatura ao governo estadual e deverá integrar a coligação nacional alinhada a Lula, tornando-se palanque do presidente no Estado.
No mês passado, Raquel se reuniu com Lula em Brasília e, segundo relato publicado pelo Jamildo.com, sinalizou que poderá apoiá-lo à reeleição caso haja neutralidade do presidente na disputa local. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que a governadora tem autonomia para decidir seu posicionamento na eleição presidencial, embora a legenda tenha três nomes colocados nacionalmente: Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
Entre integrantes do PL em Pernambuco, a avaliação também é de que Raquel não deve fazer campanha nem para Lula, nem para Flávio Bolsonaro, repetindo a postura tida como bem-sucedida, adotada no segundo turno de 2022, quando permaneceu neutra na disputa entre Lula e Bolsonaro. Ainda assim, bolsonaristas afirmam que a governadora seria a alternativa viável no Estado, diante da rejeição ao nome de João Campos e aos pré-candidatos Alfredo Gomes (Rede) e Ivan Moraes (PSOL).
“Tenho ressalvas em relação a ela, sobretudo na parte de segurança pública, mas os únicos candidatos no estado são Raquel e João. No segundo turno da eleição passada, votei nela”, afirmou o deputado federal Coronel Meira (PL), à Folha de S.Paulo.
As anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro também mencionam a disputa ao Senado em Pernambuco. Entre os nomes cogitados estariam Anderson Ferreira e Miguel Coelho. O nome de Anderson aparece riscado, com a indicação de “Mendonça Filho (PL)” em seu lugar, sugerindo expectativa de filiação do ex-ministro ao partido.
Aliados de Mendonça afirmam, contudo, que ele deixará o União Brasil, mas não deve ingressar no PL. Entre as alternativas discutidas estão o PSD e o Novo. Embora seja citado como possível candidato ao Senado, o ex-ministro avalia disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.
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