Otávio Gaudêncio | Publicado em 25/05/2026, às 11h56
A governadora Raquel Lyra (PSD) recebe nesta segunda-feira (25), às 17h, representantes do Polo de Confecções do Agreste para apresentação de propostas e reivindicações do setor diante do impacto causado pela queda da "Taxa das Blusinhas".
O assunto foi pautado recentemente em Brasília, durante reunião de prefeitos, parlamentares e lideranças de municípios que integram o Polo de Confecções do Agreste com a governadora.
A queixa dos produtores fica quanto à medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) no dia 12 de maio, que zerou a taxação de importações de até 50 dólares e descartou o tributo de 20% para mercadorias adquiridas em plataformas como Shopee, Aliexpress e Shein. A alteração do petista não afetou o tributo estadual; em Pernambuco, o ICMS é de 17%.
Os confeccionistas pernambucanos consideram que a mudança desequilibra a balança competitiva com o mercado internacional. Entre as possíveis ideias propostas, espera-se que a classe pernambucana solicite compensações fiscais, ideia defendida pelos prefeitos de Toritama, Sérgio Colin (MDB), e Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão (PSD).
As cidades, junto com Caruaru, são os três principais municípios responsáveis pela sustentação do polo econômico. Toritama é conhecida pela produção de jeans, Santa Cruz do Capibaribe pelos atacados de peças de roupa e Caruaru como polo comercial e distribuidor.
O tema também foi discutido pelo ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Parlamentares pernambucanos da Câmara dos Deputados também cobraram por medidas. É o caso de Lula da Fonte (PP), Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL). Entre as solicitações, os deputados requerem redução de impostos sobre matérias-primas utilizadas pela indústria pernambucana.
De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Sedepe), as três principais cidades do Polo de Confecções do Agreste foram responsáveis por cerca de 5,2% do PIB pernambucano, movimentando aproximadamente R$ 15,6 bilhões.
Em 2025, a taxação, criada pelo Governo Lula 3, gerou R$ 5 bilhões aos cofres federais e R$ 1,78 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026.
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