Desemprego no Brasil cai a 5,2% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

Plantão Jamildo.com | Publicado em 30/12/2025, às 15h05

Foto de um celular no aplicativo carteira de trabalho digital, ao lado uma carteira de trabalho física - Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Brasil encerrou o trimestre até novembro de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação atingiu 5,2% da força de trabalho, mantendo a trajetória de sucessivos recordes de baixa observada desde o trimestre encerrado em junho.

No período, 5,644 milhões de pessoas estavam em busca de trabalho, o menor contingente já identificado pela pesquisa. O pico histórico ocorreu no trimestre encerrado em março de 2021, quando 14,979 milhões de brasileiros estavam desocupados, no auge da pandemia de covid-19.

O recuo do desemprego foi acompanhado por novo recorde no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 103,2 milhões. Com isso, o nível de ocupação — proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estavam trabalhando — alcançou 59%, o maior percentual da série histórica. A população ocupada cresceu 0,6% frente ao trimestre anterior, com acréscimo de 601 mil pessoas, e avançou 1,1% na comparação anual, o equivalente a mais 1,1 milhão de ocupados.

Segundo a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, “a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, o que reduz consideravelmente a taxa de desocupação”.

Emprego, informalidade e renda

Na comparação com o trimestre móvel anterior, apenas o grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais apresentou crescimento significativo no número de ocupados, com alta de 2,6%, o equivalente a 492 mil pessoas. Os demais setores permaneceram estáveis.

Em relação ao mesmo período de 2024, houve expansão em Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 222 mil pessoas) e novamente em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,6%, ou mais 1 milhão). O setor de Serviços domésticos registrou recuo de 6%, com menos 357 mil trabalhadores.

A ocupação associada às atividades de serviços de educação e saúde foi a que mais contribuiu para a expansão do emprego no trimestre”, afirmou Adriana Beringuy.

A taxa de informalidade ficou em 37,7% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. O indicador apresentou leve queda em relação ao trimestre encerrado em agosto, quando estava em 38%, e também frente ao mesmo período de 2024, que registrava 38,8%.

O movimento foi influenciado pelo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões. O contingente permaneceu estável na comparação trimestral e cresceu 2,6% no ano, com acréscimo de cerca de 1 milhão de vínculos formais.

O rendimento médio real habitual da população ocupada também atingiu o maior patamar da série histórica, ao alcançar R$ 3.574. O valor representa alta de 1,8% frente ao trimestre anterior e de 4,5% na comparação anual, já descontada a inflação.

No trimestre, o avanço foi puxado pelo aumento de 5,4% no rendimento médio dos trabalhadores de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas. Em relação a 2024, houve ganhos em cinco atividades, com destaque para Agricultura e pecuária (7,3%) e Construção (6,7%).

Para Adriana Beringuy, “os ganhos quantitativos no mercado de trabalho, por meio dos recordes de população ocupada, têm sido acompanhados por elevação do rendimento real recebido por essa população ocupada crescente”. Segundo ela, “a combinação de expansão do trabalho e da renda impulsiona a massa de rendimento do trabalho na economia”.

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