Com a mudança, a Polícia Civil visa capacitar agentes para atenderem vítimas de violência de forma adequada em todas as delegacias da instituição
por Otávio Gaudêncio
Publicado em 05/03/2026, às 06h49 - Atualizado às 07h22
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) ampliou a carga horária da disciplina voltada ao atendimento de mulheres vítimas de violência nos cursos de formação de delegados, agentes e escrivães.
A carga de conteúdo passou de 8 para 20 horas-aula, com o objetivo de preparar os novos profissionais para lidar com esse tipo de ocorrência em qualquer delegacia do estado, mesmo fora das unidades especializadas.
O conteúdo inclui acolhimento inicial às vítimas, aplicação das medidas legais cabíveis e articulação com serviços de saúde, assistência social e o sistema de Justiça, priorizando escuta qualificada e respeito aos protocolos.
As denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia da PCPE ou por canais como o 190 da Polícia Militar de Pernambuco, o Disque-Denúncia da Polícia Civil, a Central de Atendimento à Mulher (180), o Ministério Público de Pernambuco e a Ouvidoria da Mulher de Pernambuco.
A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) ampliou a carga horária da disciplina voltada ao atendimento de mulheres em situação de violência. A mudança já vale para a última turma do curso, que formará delegados, agentes e escrivães.
De acordo com o Governo de Pernambuco, a reformulação garante que os novos profissionais estejam aptos a atuar em casos de violência contra a mulher em qualquer delegacia do Estado, não se limitando apenas às que oferecem atendimento e acompanhamento especializado.
“Estamos tendo a oportunidade de receber instruções detalhadas e conhecer experiências reais trazidas pelos professores e instrutores, o que enriquece nossa formação e nos prepara para atuar com responsabilidade e sensibilidade em qualquer unidade policial do Estado”, afirmou Felipe Guedes, participante do curso de formação de delegado.
O tempo de conteúdo abordado passou de 8 para 20 horas-aula.
“Com a ampliação da carga horária, conseguimos trabalhar minúcias do atendimento à mulher em situação de violência, garantindo que os novos profissionais já ingressem na instituição preparados para atuar de forma técnica, sensível e eficaz na proteção da vida dessas mulheres”, destacou a gestora do Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL), Bruna Falcão.
A disciplina aborda pontos como o acolhimento inicial às vítimas, a adoção das providências legais cabíveis e a articulação com os serviços de saúde, assistência social e o sistema de justiça.
"O objetivo é assegurar que o atendimento seja realizado com escuta qualificada, respeito e observância rigorosa dos protocolos", detalhou a gestão estadual.
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas em qualquer unidade da PCPE, sem a necessidade de apresentação prévia de provas para que a vítima receba atendimento. Porém, a instituição reforça que elementos como testemunhos, áudios ou vídeos podem contribuir para a responsabilização criminal do agressor.
Além das próprias vítimas, vizinhos, amigos e demais pessoas próximas podem denunciar as agressões de forma anônima.
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