Raquel Lyra inaugura Hospital Central de Paulista sete meses após compra de unidade

No mês passado, Oposição criticou demora na abertura do Hospital Central de Paulista. Raquel Lyra comprou unidade privada em outubro de 2025

Cynara Maíra

por Cynara Maíra

Publicado em 15/06/2026, às 07h22 - Atualizado às 08h14

Fachada do hospital de Paulista
Seleção simplificada para área da saúde começa amanhã - Prefeitura do Paulista

Ativação da Estrutura: A governadora Raquel Lyra inaugura o Hospital Nossa Senhora Aparecida, antigo complexo privado em Paulista que passou pelo processo de estadualização.

Investimento Declarado: O governo estadual afirma ter investido R$ 178 milhões na ativação do prédio, que soma 213 leitos e servirá de retaguarda para o Hospital da Restauração.

Histórico da Compra: A abertura ocorre mais de sete meses após a aquisição do imóvel pelo poder público, realizada em outubro de 2025 pelo valor de R$ 170 milhões.

Modelo de Contratação: Uma Organização Social gerenciará a unidade com um teto de R$ 125,8 milhões para o primeiro ano, sob um contrato com vigência de dois anos.

Questionamento Político: No fim de maio, deputados de oposição do PSB criticaram o tempo em que o hospital permaneceu fechado após a desapropriação e apontaram um suposto déficit de leitos no estado.

Contraponto da Pasta: A Secretaria de Saúde informou que a atual gestão abriu 670 leitos definitivos na rede e registrou um crescimento expressivo no orçamento executado do setor entre 2022 e 2025.

Nesta segunda-feira (15), às 17h, a governadora Raquel Lyra (PSD) inaugura o Hospital Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Hospital Central de Paulista, agora estadualizado.

Segundo o Governo, o Executivo estadual direcionou um investimento de R$ 178 milhões para a ativação do equipamento, localizado no bairro Vila Torres Galvão, às margens da rodovia PE-15. Com os planos de servir como uma retaguarda do Hospital da Restauração (HR), a estrutura soma 213 leitos.

A abertura do prédio ocorre mais de sete meses após a compra do imóvel pelo governo estadual, realizada em 8 de outubro de 2025 pelo valor inicial de R$ 170 milhões.

O complexo de saúde ofertará internamentos, cirurgias e serviços de urgência regulados, contando com um centro cirúrgico de cinco salas, UTIs, consultórios clínicos e salas especializadas para hemodinâmica vascular, cardíaca e neurológica, além de um tomógrafo de 64 canais e aparelho de ressonância magnética.

Para operacionalizar os serviços, a Secretaria de Administração (SAD) publicou um edital em janeiro de 2026 para selecionar a Organização Social (OS) gestora. O contrato tem vigência de dois anos, renovável por até dez anos, e fixa um teto de R$ 125,8 milhões para o custeio do primeiro ano de funcionamento. Quando a unidade alcançar a capacidade plena, o repasse anual programado subirá para R$ 144,5 milhões. O plano de trabalho estabelece uma abertura em fases, iniciando pela organização administrativa até atingir a totalidade da assistência médica.

Cobranças da Bancada de Oposição

A solenidade de inauguração ocorre semanas após uma ofensiva política da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). No fim de maio, os deputados estaduais do PSB Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Diogo Moraes e Eriberto Filho realizaram uma coletiva de imprensa para criticar a gestão da saúde pública no estado.

No relatório, os parlamentares questionaram diretamente o fato de o antigo hospital particular de Paulista continuar fechado para requalificação mesmo após meses da desapropriação pelo Palácio do Campo das Princesas.

A bancada oposicionista associou a demora na abertura do Hospital Central de Paulista a um suposto déficit de 226 leitos na rede própria, criticando o fechamento do Hospital de Retaguarda do Bongi e mudanças no atendimento materno no Agreste. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) rebateu as críticas na ocasião, informando que a atual gestão abriu 670 novos leitos definitivos na rede e expandiu o orçamento executado do setor, que saltou de R$ 8,67 bilhões em 2022 para R$ 11,42 bilhões no balanço consolidado de 2025.