Oposição afirma que Raquel Lyra teria focado apenas na fachada do Hospital da Restauração e usa desabamento de teto como prova; governadora rebate
por Cynara Maíra
Publicado em 21/05/2026, às 09h04 - Atualizado às 09h35
Contraponto em Vídeo: Raquel Lyra rebateu as críticas da oposição, afirmando que priorizou as reformas internas estruturais do Hospital da Restauração antes de mexer na fachada.
Melhorias Listadas: A gestora destacou a troca de elevadores de 60 anos, instalação de ar-condicionado em enfermarias, reformas de alas e aquisição de poltronas para acompanhantes.
Ataque da Oposição: Parlamentares acusaram o governo de realizar apenas melhorias estéticas e usaram o desabamento do teto do 7º andar, no dia 12 de maio, como evidência de falta de manutenção.
Ação na Alepe: O deputado Romero Albuquerque (PSB) formalizou um pedido de convocação da secretária de Saúde para detalhar os contratos de infraestrutura da unidade.
Cronograma Técnico: O Estado justificou o ritmo das obras de R$ 130 milhões pela necessidade de manter os atendimentos médicos ativos simultaneamente ao trabalho dos operários.
Na quarta-feira (20), a governadora Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo em suas redes sociais no qual rebate críticas da oposição sobre sua atuação no Hospital da Restauração.
No pronunciamento, a gestora estadual afirmou que a recuperação da unidade envolve intervenções estruturais complexas e ultrapassa a mera pintura de paredes ou reformas superficiais.
Raquel Lyra explicou que escolheu adiar as melhorias na parte externa do prédio justamente para evitar acusações de ser uma obra meramente visual.
"Eu deixei pra fazer até a fachada depois. Pra não dizer que nós íamos estar fazendo só a fachada", declarou a governadora. A chefe do Executivo afirmou que o maior hospital público de Pernambuco tem décadas de desgaste e nunca recebeu uma reestruturação profunda desde a sua fundação.
A governadora listou as melhorias internas, como a criação de uma nova central de laudos, a reforma de andares inteiros e a reestruturação da Sala Vermelha e da UTI Pediátrica.
Ela destacou a substituição de elevadores antigos, que operavam há 60 anos sem troca, e a climatização das enfermarias. Raquel também mencionou a compra de mobiliário básico, com poltronas novas para os acompanhantes em substituição às antigas cadeiras de plástico. Raquel Lyra ainda citou que o foco é reformar os 27 hospitais da rede estadual.
O embate ganhou força após parlamentares da oposição acusarem a gestão de "maquiar" a frente do hospital. Os adversários utilizaram como argumento o desabamento de parte do forro de gesso do sétimo andar da unidade, ocorrido no dia 12 de maio durante fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife.
O incidente motivou o deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) a protocolar na Assembleia Legislativa (Alepe) o Requerimento n.º 005171/2026. O documento convoca a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, para prestar esclarecimentos sobre contratos de manutenção predial, laudos estruturais anteriores e o cronograma de obras preventivas dos últimos 24 meses.
A gestão Raquel declara que tem um plano de investimentos de R$ 130 milhões para reformar os pavimentos do hospital.
Segundo o Governo de Pernambuco, o cronograma avança de forma gradual porque os operários trabalham com a unidade em pleno funcionamento para não interromper os atendimentos.
Adversário principal de Raquel nas eleições de 2026, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) critica Raquel por uma suposta falta de novas obras e pela baixa celeridade nas entregas. A governadora afirma que o foco seria consertar primeiro as unidades existentes, que alega que o PSB abandonou em seus anos de gestão, antes de iniciar novos investimentos.